Há um ano, em 15 de abril, foi registrada a primeira morte em Ivaiporã por complicações da Covid-19. Desde então, a cidade, que faz parte da 22ª Regional de Saúde, registrou 52 óbitos. Até 30 de dezembro, eram 25 mortes, ou seja, em média, uma a cada 10 dias. Neste ano, o primeiro óbito foi no dia 22 de janeiro. De lá para cá foram 27 mortes. Considerando a partir da primeira morte do ano, a cidade registrou um óbito a cada 3 dias. Caso mantida a proporção, Ivaiporã pode chegar até o final do primeiro semestre, 30 de junho, com aproximadamente 75 mortes pela doença.
Conforme Fabiano Ricardo da Silva, farmacêutico bioquímico da Vigilância Epidemiológica de Ivaiporã, o aumento no crescimento de casos se deve, principalmente, a variante P.1 que circula pelo país.
“No cenário atual, essa variante que está circulando a P.1 consegue infectar muito mais pessoas do que a variante inicial. Ela tem uma maior eficácia na contaminação nas células das pessoas, e com essa eficácia ela melhora a entrada nas células do organismo e passa a replicar muito mais do que anteriormente, tendo um aumento de carga viral muito maior que a cepa anterior”, relata Silva.
Com mais pessoas infectadas e aumento da carga viral, os casos graves da doença consequentemente aumentaram. No ano passado, por exemplo, Ivaiporã teve 1114 pessoas infectadas com o vírus, neste ano até ontem eram1.241.