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Ivaiporã vai ampliar programa de recuperação de nascentes

IVAN MALDONADO IVAIPORÃ

| Edição de 19 de março de 2019 | Atualizado em 25 de janeiro de 2022

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Completando quatro anos, o projeto “Cultivando Água Limpa”, de  para recuperação e proteção de nascentes, será levado a outros rios de Ivaiporã. O anúncio foi feito ontem pelo prefeito Miguel Roberto do Amaral (PSDB). Na primeira etapa do projeto, foram recuperadas 170 minas d’ água em 40 propriedades rurais da bacia do Pindaúva, rio que abastece o município.

Com a adesão ao programa, os proprietários rurais receberam compensação financeira. Em média cada produtor inscrito no projeto recebeu em média R$ 1 mil por ano. Os valores são definidos por intermédio de pontuação obtida através de preenchimento dos quesitos de preservação e recuperação das nascentes. 
Nos três primeiros anos do projeto foram repassados para os produtores cerca de R$ 120 mil. A próxima e última parcela será paga nas próximas semanas, em data a ser definida pela Prefeitura. 
Conforme o prefeito Miguel Amaral, as receitas que mantém o “Cultivando Água Limpa” são oriundas do Fundo Municipal de Meio Ambiente e estão previstas no Plano Municipal de Saneamento Básico. Segundo ele, o fundo recebe da Sanepar 2% da arrecadação da concessionária em Ivaiporã. 
Miguel Amaral lembra que o projeto foi idealizado e desenvolvido na gestão anterior do ex-prefeito Luiz Carlos Gil. “Hoje nossos agricultores estão conscientes da necessidade de proteger os mananciais e agora vamos atrás de outras nascentes que necessitam de recuperação tanto no Rio Pindaúva ou em outros rios das bacias hidrográficas do município, acrescentando outros produtores ao projeto”, anuncia.
O secretário de Meio Ambiente, Alaercio Bufalo destaca o aumento da vazão no Rio Pindaúva, após a recuperação. “É nítido o aumento da vazão e a turbidez da água do Rio Pindauva. São 325 metros cúbicos por hora a mais, abastecendo o rio”. 
Segundo Valdinei Szlapak chefe do setor de serviços urbanos, ligado a Secretária de Meio Ambiente, outro fator importante foi a ampliação da mata ciliar. 
Ele explica, que o programa previa que as propriedade deveriam ampliar as matas ciliares ou reflorestamento com 30 metros de largura para cada margem do rio e de 10 metros de largura para cada curso de água. “Isso ajuda a preservar as águas e está formando um corredor de biodiversidade que ajuda também a resgatar a fauna local”.