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Jovem de Ivaiporã faz alerta sobre cigarro eletrônico

Fernanda Neme

| Edição de 08 de abril de 2022 | Atualizado em 08 de abril de 2022
Cláudia Brito durante os dias em que passou internada em Ivaiporã
Cláudia Brito durante os dias em que passou internada em Ivaiporã

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“Nunca mais fumo cigarro eletrônico na vida”. Essa fala é da estudante de psicopedagogia Cláudia Brito, de 19 anos, que foi parar no hospital após ter 30% do pulmão comprometido pelo uso diário de cigarro eletrônico. Depois de receber alta médica, a jovem de Ivaiporã, iniciou a fisioterapia respiratória imediatamente três vezes por semana, além de usar CPAP - um aparelho utilizado para expandir pressão pulmonar - e medicamentos fortes, como corticoide. 

Cláudia conta que vinha usando o vaper há cerca de cinco meses. No começo o uso era esporádico, mas pela praticidade e pela variedade de essências, passou a fumar todos os dias. Há uma semana ela apresentou sintomas parecidos com os da gripe e, após uma tomografia, precisou ser internada às pressas.

“Fiquei por sete dias no hospital. Foi um susto. Tive febre e falta de ar neste período. Fiz três testes de Covid-19, pois os sintomas são parecidos, mas todos deram negativo”, recorda. 

Após o acompanhamento médico, a estudante foi diagnosticada com uma nova doença pulmonar que vem acometendo a população, principalmente, a jovem: Evali. “Levei um susto. Jamais pensei em passar por uma situação como essa. Nunca mais vou usar um cigarro eletrônico na vida e deixo um recado para todos que estão utilizando os vaper. Não importa há quanto tempo estão fumando, isso não importa. Pode ser tarde demais”, alerta. 

De acordo com a fisioterapeuta Roberta Beltrame, especialista na área pulmonar, e que acompanha Cláudia, os principais sintomas apresentados nos casos de Evali são tosse, falta de ar e dor no peito. “É comum também sentir dores na barriga, vômitos e diarreias, além de febre, calafrios e perda de peso, podendo facilmente ser confundida apenas com um quadro gripal”, explica.

Conforme a profissional de Ivaiporã, o principal tratamento é a suspensão do uso do cigarro eletrônico. A maioria dos casos necessita de internação para suporte clínico e muitos pacientes precisam de oxigênio. Em casos mais graves pode haver a necessidade de ventilação mecânica. “O fisioterapeuta no tratamento de doenças respiratórias tem como função manter a funcionalidade do órgão. Para isso, existem algumas propriedades que são avaliadas, como a musculatura respiratória”, ressalta. (FERNANDA NEME)