Três dias após ser furtado da Catedral Nossa Senhora de Lourdes, o cálice comemorativo ao jubileu de ouro da ordenação presbiteral do monsenhor Roberto Carrara, foi encontrado. O objeto banhado a ouro, usado para a consagração do vinho durante a eucaristia, foi deixado ontem de manhã às margens do Lago Jaboti pelo próprio ladrão que, inclusive, ligou para a Polícia Civil para avisar o local.
O furto, que foi registrado pelas câmeras de monitoramento, ocorreu às 10h13 do último domingo durante celebração da missa das 10 horas. O ladrão entrou duas vezes na parte administrativa da catedral. Na primeira, foi em direção aos banheiros, por volta das 9h45. Já na segunda entrou na sacristia, onde são guardado os objetos litúrgicos. Lá permaneceu por 25 segundos. Havia grande movimentação de pessoas durante nos corredores durante o furto. O suspeito saiu tranquilamente com a mochila e usando boné. (Veja vídeo no TNOnline)
O padre Adir Alexandre Marques, da Catedral Nossa Senhora de Lourdes, observa que o suspeito esteve na segunda-feira na catedral novamente. “Esteve aqui na secretaria, onde pediu uma blusa de frio, que foi dada. Pelas imagens, podemos ver que usa a mesma roupa do dia do furto”, diz.
Ele revela que a falta do cálice foi dada no início da noite de domingo, após o término da missa noturna. No primeiro momento, Marques cogitou que o objeto poderia ter sido levado pelo monsenhor Roberto Carrara, que está em viagem pela Europa. “Na segunda-feira, depois do almoço, consegui conservar com ele, que disse que não tinha levado. Então, eu fui atrás das imagens das câmeras de segurança para saber o que havia ocorrido”, revela.
Por meio das imagens do sistema de monitoramento, que foram encaminhadas à polícia, o religioso identificou o suspeito na missa das 10 horas de domingo, que entra na sacristia exatamente às 10h13. O armário da sacristia passou por reforma na última semana e, por isso, estava sem chaves.
“O cálice e a patena foram resgatados e entregues para nós pela Polícia Civil. Estavam sujos de barro, mas graças a Deus foram recuperados, porque para o padre Carrara tinha um valor especial”, diz. O cálice, que tem uma gravação comemorativa, foi dado de presente a Carrara por seus irmãos. Do que foi levado, apenas o estojo não foi recuperado.
Esta é a quarta vez que a Catedral é furtada neste ano. Apesar dos crimes, o padre garante que não será mudado os horários de missa nem de funcionamento. “Quando o padre Carrara retornar, vamos conservar sobre novas medidas de segurança”, adianta. Sobre um possível perdão, o padre sinaliza que será dado.
INVESTIGAÇÃO
O delegado-chefe da 17ª Subdivisão Policial (SDP), José Aparecido Jacovós, disse em entrevista coletiva à imprensa que, após análise de imagens o suspeito foi identificado. “A seçãode Furtos e Roubos identificou o suspeito, mas não o encontramos. Então, localizamos seus familiares, que auxiliaram a polícia na devolução do cálice”, afirma.
Segundo o delegado, o rapaz deve responder pelo crime de furto.