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Lideranças esperam fim da instabilidade

Adriana Savicki

| Edição de 28 de outubro de 2018 | Atualizado em 25 de janeiro de 2022

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Reformas, o fim da insegurança política, retomada do crescimento econômico. O próximo governo que subir a rampa do Palácio do Planalto terá que lidar com grandes expectativas geradas por anos de crise econômica e política. Para lideranças e setor produtivo, o próximo presidente tem a responsabilidade de iniciar um novo ciclo político e econômico.

A presidente do Sindicato das Indústrias do Vestuário de Apucarana e Vale do Ivaí (Sivale), Elizabeth Ardigo, avalia que uma das principais demandas do setor de confecção é a reforma tributária. “Sofremos com uma carga tributária onerosa e um sistema desatualizado que precisa mudar”, comenta. Ela destaca ainda que se espera que o novo governo traga maior segurança tanto a classe produtiva quanto a sociedade. “É preciso que tenhamos um governo sério, que faça uma administração de qualidade, que não use o poder para se beneficiar. Hoje vivemos em um momento de insegurança”, comenta.
Para o presidente da Associação Comercial e Industrial de Apucarana (Acia), Jayme Leonel, o novo governo deve encerrar um ciclo de incertezas e conturbação política. “Será um governo legitimado pelo voto que, ao contrário do atual que vem sendo questionado, terá poder para encerrar um processo difícil e encaminhar soluções”, comenta. 
Para Leonel, a grande expectativa é que o próximo presidente consiga apaziguar o país, que enfrenta uma campanha eleitoral particularmente acirrada e polarizada em extremos e que se reflete diretamente em um clima de incerteza tanto em relação a investimentos quando a consumo. “De antemão sabemos que não podemos esperar muita coisa em termos de reformas nos seis primeiros meses de mandato, mas após as eleições esse clima de ‘nós contra eles’ deve dar lugar ao uma maior tranquilidade. É disso que o Brasil precisa para se adaptar e se replanejar”, analisa Leonel.
Empresário do setor e presidente do Sindicato das Indústrias Moveleiras de Arapongas (Sima), Irineu Munhoz também destaca que o mercado precisa de regras claras e um ambiente seguro. “Para que se volte a investir e gerar empregos, o Brasil precisa urgentemente dar continuidade as reformas. Precisamos da reforma tributária, da reforma previdenciária, além de ter a certeza que a reforma trabalhista será mantida”, comenta.
Munhoz também destaca a importância do legislativo nesse processo. “Precisamos de um legislativo que esteja realmente de acordo com uma pauta para país e de um governo de ética”, destaca. 

Para presidente da Amuvi, apoio aos municípios é fundamental
Na condição de vice-presidente nacional de saúde pública, da Frente Nacional de Prefeitos (FNP) e de presidente da Associação de Municípios do Vale do Ivaí (Amuvi), o prefeito de Apucarana, Beto Preto (PSD), diz esperar que os municípios tenham mais recursos para fazer frente às crescentes demandas da população.
Conforme argumenta o dirigente municipalista, o cenário está muito ruim para os municípios, notadamente os de pequeno porte. "Se não houver mudanças, independente de quem ganhar a disputa eleitoral, a tendência é piorar a situação dos municípios", assinala Beto Preto, acrescentando ainda que, "de nada adiantam as reformas da previdência e tributária, se a base da Nação, que são as cidades, não forem contempladas."
Os municípios, segundo ele, são onde as pessoas, efetivamente, vivem e onde precisam de saúde, serviços essenciais, obras e programas. "Quem ganhar a eleição tem que ter muito diálogo com as frentes municipalistas, que têm pautas elencadas em favor dos municípios", defende Beto Preto.
Para o prefeito de Apucarana também é indispensável que os cidadãos tenham uma menor carga tributária. E que, da mesma forma, as empresas sejam desoneradas do pesado fardo tributário, como forma de viabilizar mais empreendimentos e gerar mais emprego e renda.