A cidade de Apucarana está com índice de 2,5% de proliferação do mosquito Aedes aegypti, transmissor da dengue, febre chikungunya e zika vírus, considerado de risco médio para as doenças. É o que mostra o Levantamento Rápido de Índices de Infestação do Aedes aegypti (Lira), divulgado ontem pela Autarquia Municipal de Saúde, após trabalho de campo realizado pelas equipes dos agentes de endemias nos cinco estratos da cidade.
No mesmo período de 2015, o índice alcançou 5,9%; em 2014 chegou a 3,8%, enquanto em 2013 foi de 6,1%. A região com maior infestação engloba o Parque Santo Expedito, cemitérios Cristo Rei e da Saudade, jardins das Flores e Esperança e Vila Formosa, onde o índice chega a 4,5%.
Ao divulgar o resultado do primeiro Lira de 2016, o diretor de Vigilância em Saúde da AMS, veterinário Aguinaldo Aparecido Ribeiro, chamou a atenção para um dado do levantamento: 52,5% dos criadouros para Aedes aegypti encontrados pela cidade tem origem humana. “Os agentes de endemias encontraram nos locais visitados muito lixo, sucatas, entulhos e outros objetos que acumulam água e possibilitam a proliferação do mosquito, colocando em risco a saúde dos próprios moradores”, explica o veterinário.
Para ele, é imprescindível que a população de Apucarana tome consciência do seu papel para impedir a proliferação do mosquito, mantendo os terrenos limpos.
MORTES NO PR
A Secretaria de Estado da Saúde (Sesa) confirmou ontem mais três mortes por dengue no Paraná. Duas mortes aconteceram em Paranaguá, no litoral: um idosa de 89 anos e um homem de 34. O terceiro caso é de Foz do Iguaçu, onde uma jovem de 27 anos morreu vítima da dengue.Outras duas pessoas já haviam morrido de dengue em Paranaguá neste ano.