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Lojas de fogos comemoram vendas

RENAN VALLIM E IVAN MALDONADO APUCARANA E IVAIPORÃ

| Edição de 29 de dezembro de 2017 | Atualizado em 25 de janeiro de 2022

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No Réveillon, uma das principais tradições é a queima de fogos para comemorar a passagem de ano. A data é responsável, segundo as lojas especializadas, por até 50% das vendas do ano todo. Assim como o comércio, o setor está esperando um fim de ano de mais vendas que no ano passado.

Imagem ilustrativa da imagem Lojas de fogos comemoram vendas

Roseli Gomes é proprietária de uma loja especializada nestes artigos em Apucarana. Ela conta que, neste ano, houve uma retomada nas vendas. “No ano passado, por conta da crise, percebemos uma redução. Mas, neste ano, vemos que o movimento cresceu novamente”.
Ela diz que, neste ano, várias novidades estão sendo lançadas. “É de praxe as indústrias lançarem novos efeitos e cores nos fogos de artifício. Mas a nossa grande novidade é uma bateria desenvolvida exclusivamente para nós, com o nome da nossa empresa, baseado no perfil dos nossos clientes”.
Segundo ela, existem artigos para todo tipo de perfil. “Fogos são comercializados a partir de R$ 15. As baterias partem de R$ 62. O item mais caro sendo vendido é uma bateria chamada Show da Virada, de R$ 3.120, que inclusive acabou no meio desta semana. Mas o mais importante é frisar que, independentemente do produto escolhido, é preciso estar atento à segurança”, diz.
Em Ivaiporã, José Claudino Miranda, dono de uma mercearia é o mais tradicional vendedor de fogos de artifício da cidade. Ele relata que esta semana é a melhor do ano, para a venda dos fogos. Além da maior procura, os itens vendidos têm maior valor agregado.
“Durante o ano é mais traque, estalos e bombinhas. Vendas maiores acontecem praticamente duas vezes por ano, na comemoração de Nossa Senhora Aparecida e agora no fim do ano”, afirma. Em dezembro, afirma ele, a preferência é pelos fogos coloridos.
Miranda, que tem autorização para a venda de fogos de artifícios, relata que existe toda uma regulamentação que deve ser seguida. “Como é um produto muito perigoso, não se pode estocar. No meu caso, o estoque é feito em um sítio e a cota liberada pelo Exército é de apenas 333 quilos”, explica o comerciante. 

TRADIÇÃO
Para a empresária Rosangela de Brito, proprietária de uma ótica em Ivaiporã, a queima de fogos é indispensável. Todos os anos, compra junto com os familiares uma grande quantidade de fogos de artifício variados para celebrar o Réveillon. Neste ano, o investimento foi de aproximadamente R$ 1 mil. 
“É uma tradição que começou com meu pai, ele soltava de duas a três caixas de rojões. A família foi crescendo e a cada ano vem crescendo também, a quantidade e a variedade de fogos. É a maior expectativa, a contagem regressiva, os fogos trazem a esperança para as famílias”, comenta Rosangela. 
O cunhado de Rosangela, o técnico Vanderlei Almeida Araújo, há mais de 20 anos é o responsável por acender os pavios dos fogos de artificio. “Sigo sempre as orientações de uso na embalagem, sempre em locais abertos e sem vegetação. Um cuidado que também se deve ter é verificar se não existem materiais combustíveis por perto”, relata.

Imagem ilustrativa da imagem Lojas de fogos comemoram vendas

Cuidados com crianças e pets
A utilização de fogos de artificio também aumenta os riscos de acidentes. O 2º tenente Murilo Majed Maltaca, do Corpo de Bombeiros de Ivaiporã, orienta para alguns cuidados no manuseio de fogos de artifício. “Primeiro de tudo, quem for manusear os fogos de artifício não deve ingerir bebidas alcoólicas. Deve-se evitar soltar os fogos “na mão” e sempre usar extensores, suportes e luvas quando possível”, orienta Maltaca. Ele destaca atenção redobrada com crianças, que não podem, ser autorizadas a manusear os artefatos.
O uso de fogos também exige cuidados com animais de estimação, muito mais afetados pelo odor da pólvora e o barulho. Segundo a veterinária Vânia Plaza Nunes, diretora técnica do Fórum Nacional de Proteção e Defesa Animal, algumas medidas podem amenizar o sofrimento dos animais e evitar acidentes e fugas repentinas
Segundo ela, com antecedência, é possível preparar um ambiente confortável para o animal de estimação e, aos poucos, ir acostumando-o com esse ambiente. É importante não deixar objetos que ele possa derrubar e não deixar portas ou janelas abertas, mas evitando que o ambiente fique excessivamente aquecido. Também existem os feromônios de apaziguamento, que podem ser colocados no ambiente para deixá-lo mais harmônico. Essas substâncias podem ser encontradas nas boas casas de produtos veterinários.