A Polícia Civil de Apucarana apresentou ontem o padrasto preso em Cambira após torturar uma menina de 1 ano. Ordilei Cristiano de Sá, de 34 anos, teria confessado à polícia que jogou a criança no chão porque ela estava chorando de fome. O bebê teve as duas pernas, um braço e costelas quebrados. A mãe adotiva da criança também será indiciada.
Segundo a polícia, o homem foi detido na última sexta-feira (8), por policiais da 17ª Subdivisão Policial (SDP) e encaminhado ao Minipresídio de Apucarana. As investigações começaram após a entrada da criança no Hospital Materno Infantil de Apucarana, no dia anterior à prisão. De acordo com boletim médico, o paciente apresentava quadro grave, com fraturas nas pernas, braços e costela.
“O Instituto Médico Legal (IML) realizou exames na criança e constatou que as agressões foram feitas em momentos diferentes. Ou seja, foram múltiplas agressões. Por isso e pela demora em levar a criança para receber atendimento médico, o caseiro foi preso por tortura. Ele inclusive já confessou o crime”, afirma José Aparecido Jacovós, delegado-chefe da 17ª SDP.
Investigadores foram até a casa dos responsáveis, localizada na zona rural de Cambira, e localizaram uma carabina calibre 38 e uma espingarda calibre 28, com 25 munições intactas e 16 munições deflagradas. Ordilei também responderá por porte ilegal de arma de fogo. A polícia ainda investiga um possível abuso sexual, visto que o acusado já respondeu pelo crime em Marilândia do Sul, em 2013, praticado na época contra uma adolescente.
Ele é casado com a mãe adotiva, que é tia da criança. O casal cuidava do bebê há oito meses. De acordo com o delegado, a mãe também será indiciada por maus tratos. Ela deverá perder a guarda da criança.
Ordilei disse estar arrependido do que fez, dizendo ainda que a agressão só foi cometida uma vez. “Eu estava bêbado, brigando com a mulher e fiquei irritado com o choro da criança. Joguei ela no chão. Logo vi que ela estava machucada e a levei para o hospital com o meu próprio carro”, disse ele.
Por medida de segurança, o suspeito está preso em cela separada.