O Dia das Mães na casa da técnica de enfermagem Viviane Ferreira Barros, de 37 anos, vai ser completamente diferente dos anos anteriores. Ela e as duas filhas Ketlyn, 19 anos, e Kerolyn, 16 anos, surpreenderam toda a família ao ficarem grávidas praticamente no mesmo período e darem à luz com poucos dias de diferença uma da outra. As pequenas Emanuelle, que tem dois meses e 16 dias; Lívia, que dois meses e 13 dias; e Analice, que tem dois meses e 12 dias de vida, fazem a alegria das mães, da avó, da bisavó Elizabeth de Fátima Barros, de 62 anos, que nem podia ter filhos e agora está com a casa cheia de netos e bisnetas, e da tataravó Maria da Conceição Maciel, 79 anos.
A história começou com Ketlyn, de 19 anos, mãe da Emanuelle. Ela e o namorado, Fernando dos Santos, 24 anos, não estavam planejando um filho para este ano, mas sonhavam juntos em ser pais. E não demorou e a suspeita de uma gravidez surgiu. “Eu queria, mas não imaginava que seria tão rápido”, revela.
Para confirmar o que a intuição já dizia, ela primeiro fez um teste de farmácia, que foi inconclusivo. “O teste não confirmou a gravidez nem descartou”, diz. Em dúvida, ela ligou para a mãe Viviane, que trabalha em um laboratório de análises clínicas, e pediu para fazer o teste, que foi feito na hora do almoço. “O resultado fica pronto em uma hora, mas ela não me ligava para contar. Até que liguei e perguntei e ele me disse que estava grávida. No começo, ela ficou brava”, confessa a filha.
A mãe explica o motivo: “Não é que eu não queria que ela fosse mãe, só queria que esperasse um pouco mais. Que estudasse primeiro, mas tudo bem, se eles queriam”. O que Viviane não esperava era que menos de duas semanas de pois seria surpreendida com a notícia que a filha caçula também estaria grávida.
Diferente de Ketlyn, Kerolyn não contou a notícia logo de início para a mãe. “A minha vó desconfiou que eu estivesse grávida e pediu para eu fazer o teste. Fiz o de farmácia e deu positivo logo de cara. Fui fazer um no laboratório para confirmar e também deu positivo”, recorda.
Mesmo com a confirmação, Kerolyn estava hesitando para contar a notícia para a mãe. Dois dias se passaram e nada. A avó, que sabia de tudo, não aguentou guardar segredo e contou para a filha. “Quando soube da notícia perdi o chão com as duas grávidas. Fiquei muito preocupada, porque ela é muito jovem”, revela Viviane.
Depois de alguns dias, a família toda já havia aceitado e estava feliz com a notícia que Viviane seria avó de duas crianças com poucos dias de diferença.
Beth e Maria Conceição também ficaram radiantes com a possibilidade de ser bisavó e tataravó de uma só vez.
A gravidez dupla das meninas o assunto da vez na roda de conversa da família e a sugestão que Viviane também poderia ficar grávida para completar a experiência foi falada mais de uma vez. O que ninguém esperava era que a brincadeira virasse realidade e Viviane, contrariando probabilidades médicas, também engravidasse.
Juntas também na maternidade
A primeira a passar pela experiência da maternidade foi Ketlyn. Na hora do parto, ela, tinha combinado com o namorado Fernando Santos para acompanhar o parto, mas mudou de ideia. Acabou preferindo a mãe. “Pensei que ela iria me ajudar mais nesse momento”, diz. Viviane Barros não hesitou e no final da gestação foi à maternidade acompanhar a filha.
Seis dias depois foi a vez de Viviane ser mãe pela terceira vez. O parto foi prematuro, mas sem complicações. “Tive diabetes gestacional, mas tudo ocorreu bem, mesmo sendo a terceira cesária. A Lívia nasceu de 36 semanas, mas saudável”, conta.
Um dia depois de Lívia nascer, Kerolyn entrou em trabalho de parto e Analice veio ao mundo. Viviane, que estava se recuperando do próprio parto, não pode acompanhar a filha. “Fiquei muito preocupada. Queria saber como ela estava e não conseguia. Quando perguntava falavam sempre que ela estava bem”, relata.
Bem-estar era tudo que Kerolyn não sentia. Ela ficou mais de 12 horas em trabalho de parto, mas no final toda dor e espera foram recompensadas quando teve o prazer de pegar Analice nos braços. Hoje é só alegria, garantem as mamães.
Casa cheia para avó
que nunca engravidou
As gestações de Viviane e das filhas Kerolyn e Ketlyn vieram para preencher a casa da avó Elizabeth, a quem a vida não deu nenhum filho natural. Ela conta que o marido Antônio não podia ter filhos e ela também não conseguiria engravidar. Decidida a ser mãe, adotou três crianças, Viviane, com apenas dois dias de vida, Roberto, com 20 dias de vida, e Adriana, que faleceu ainda criança. “O amor é o mesmo. Sinto como se tivessem sido gerados por mim”, diz.
E, ao ver a cada cheia, ela reconhece que a vida foi generosa ao presentear não só com netos. Além das filhas de Viviane, Beth também tem netos para mimar por parte do filho Roberto, dois. “É muito gostoso. Passamos quase o tempo todas juntas. Quando não vejo a Emanuelle peço para a Ketlyn mandar uma foto dela para mim”, confessa.
A tataravó Maria da Conceição também não resiste aos encantos das princesinhas da casa e passa o tempo todo mimando e conhece um pouquinho da personalidade de cada uma. A mais calma é Lívia. Já na outra ponta está Emanuelle, considerada a mais agitada.