Levantamento realizado pela 16ª Regional de Saúde (RS) de Apucarana aponta que aproximadamente 3.100 pessoas aguardam pela segunda dose da vacina CoronaVac para serem imunizadas na região: 2 mil em Apucarana e 1.100 em Arapongas. Este levantamento refere-se ao público que já completou os 28 dias da primeira dose e já deveriam estar recebendo a segunda dose do imunizante, que está em falta. Ainda de acordo com a RS, municípios menores são menos afetados. Ontem, o Ministério da Saúde anunciou mais um atraso na previsão de entregas de doses da vacina CoronaVac. Agora, a previsão é de novas remessas em até 10 dias. Na última remasse, distribuída na região na última sexta-feira, poucas doses do imunizante foram entregues, causando preocupação em relação a quem está no tempo de tomar da segunda dose.
O chefe da 16ª Regional de Saúde (RS) de Apucarana Altimar Carletto afirma que o atraso da segunda dose da imunização não deve trazer prejuízos para a saúde dos vacinados. “Quanto mais próximo do 28º dia para aplicação da segunda dose da Coronavac, maior o benefício da vacina, mas um atraso de 7 até 10 dias depois deste prazo, não compromete a imunidade da pessoa que já recebeu uma dose, o sistema imunológico permanece ativo. Se passar muito desse prazo, mais de 15 dias por exemplo, talvez deixe de ter o efeito máximo da vacina. Mas tudo isso é muito subjetivo e cada organismo reage de uma maneira”, afirmou Carletto.
De acordo com ele, até ontem, não havia uma previsão oficial para a chegada de novas doses da vacina Coronavac na RS, mas assim que forem disponibilizadas, o público da segunda dose será preconizado. “Até o momento não temos informações oficiais de quando chegam as novas doses. Existem informações extraoficiais que elas só chegariam na semana que vem. Quanto a logística da aplicação, não haverá prejuízos. Assim que as vacinas chegarem, o esquema de vacinação segue normalmente nos municípios”, disse.
O aposentado José Aparecido Moreira de 69 anos, aguarda pela segunda dose da vacina Coronavac desde o último sábado. Passados os 28 dias da aplicação da primeira dose, o idoso foi até o ginásio Lagoão, em Apucarana para se vacina no fim de semana, mas foi informado que as vacinas acabaram. “Eu fui tomar a vacina e voltei para casa sem previsão de quando vou poder voltar. Tenho diabetes e hipertensão, então a gente cuida né? Estou tranquilo, tem que esperar, mas não saio de casa e me cuido bastante”, disse.
A esposa dele, dona Orídia Moreira, de 68 anos, também aguarda pela chegada da vacina para poder tomar a segunda dose. “Era pra eu ter tomado já, nesta segunda-feira, mas não tem (vacina). Eu fico preocupada porque eu não sei se pode atrasar assim né, se não vai fazer mal pra minha saúde. De qualquer modo, quando chegar, não vou deixar de tomar”, afirmou a idosa.