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Mais de mil alunos deixaram os estudos neste ano na região

DA REDAÇÃO

| Edição de 25 de junho de 2021 | Atualizado em 25 de janeiro de 2022

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Mil e cem alunos abandonaram os estudos este ano na região. Os dados são do Núcleo Regional de Educação (NRE) de Apucarana que na manhã de ontem entregou panfletos e mudas de árvores para sensibilizar a população sobre os problemas da evasão escolar, que se agravou com a pandemia.

Dados do Sistema Estadual da Rede de Proteção (SERP) apontam que dos 1,1 mil estudantes que deixaram de participar das aulas, 296 retornaram após busca ativa, deixando um saldo de 807 alunos fora do ensino estadual. O número representa 3,6% das quase 30 mil matrículas nos 16 municípios pertencentes ao núcleo. 
Ainda conforme o levantamento do núcleo, 316 casos foram encaminhados ao Conselho Tutelar e 604 estão em busca ativa. 
“Para nós é um número muito grande, por isso contamos com conscientização dos pais para que procurem as escolas. Ainda existe tempo para os alunos recuperarem os conteúdos perdidos”, assinala a chefe do NRE de Apucarana, professora Cristiane Pablos. 
De acordo com Cristiane, o núcleo realiza a busca ativa dos estudantes em parceria com o Ministério Público do Paraná (MP-PR). “Realizamos ato para conscientização dos pais e alunos. Para a escola é muito triste essa evasão escolar”, diz.
A titular da 3ª Promotoria de Justiça Fabiana Pimenta destaca que o ato é uma ação articulada entre todos os órgãos envolvidos que atuam na educação buscando a sensibilização dos pais e alunos. 
Segundo a promotora, a evasão escolar está ficando pior conforme a pandemia se estende, acentuando a desigualdade social dos estudantes em vulnerabilidade. “Os parâmetros de abandono escolar foram agravados com essa nova realidade, a desigualdade social ficou mais acentuada. Um exemplo é uma família que tem quatro alunos com apenas um celular para que todos usem para estudar”, comenta.
A promotora explica que a ação objetiva contatar os estudantes e identificar o que é necessário para que eles retomem os estudos. “É preciso abrir um espaço de diálogo para saber o que nós, enquanto agentes públicos, podemos fazer para promover o retorno desses alunos ao ambiente escolar”, comenta. 
A promotora afirma que, se necessário, o poder público poderá doar celulares apreendidos aos estudantes em vulnerabilidade e que não têm equipamentos para o ensino híbrido.