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Mais dois casos da variante delta são confirmados em Apucarana

DA REDAÇÃO

| Edição de 08 de julho de 2021 | Atualizado em 25 de janeiro de 2022

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A Secretaria de Estado da Saúde (Sesa) confirmou ontem a segunda morte e mais um caso da variante delta do coronavírus em Apucarana. Agora o Paraná registra um total de quatro casos da variante, todos em Apucarana. 

As duas amostras   com resultado positivo para a  nova cepa são do marido e do filho da idosa de 71 anos, a primeira pessoa identificada com a variante, em caso divulgado no mês passado. O idoso de 74 anos, apresentou sintomas da Covid-19 em 21 de abril. Ele fez o teste rápido de antígeno com resultado positivo e foi internado no dia 28 do mesmo mês. O filho dele, de 58 anos,  teve sintomas em 19 de abril, positivou para a doença no dia 26 do mesmo mês, foi internado em uma enfermaria, transferido para Unidade de Terapia Intensiva (UTI) e não resistiu, vindo a óbito em 14 de maio.
O segundo caso identificado é importado e envolve uma gestante, de 42 anos, que havia chegado do Japão. Ela foi internada no dia 15 de abril e faleceu três dias depois, após complicações da doença. O bebê sobreviveu. 
O secretário estadual da Saúde, Beto Preto, informa que a variante indiana está presente no Estado desde abril e que os órgãos de saúde estão atentos às investigações, acompanhando os casos e o sequenciamento junto à 16ª Regional de Saúde de Apucarana e ao Laboratório Central do Estado (Lacen). 
“A vigilância destes casos é uma das grandes preocupações  neste momento de pandemia, exatamente para identificarmos a circulação viral. Os casos confirmam que a variante delta está presente no Estado desde o mês de abril, mas ainda temos a prevalência da variante gama, a P.1”, afirmou.
A cepa foi confirmada por sequenciamento genômico do vírus SARS-CoV-2 realizado pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), no Rio de Janeiro. Ainda não há transmissão comunitária por se tratar de contato próximo ao primeiro caso, sendo considerado caso de transmissão local.
A chefe da Divisão de Vigilância das Doenças Transmissíveis da Sesa, Rosana Piler, afirma que não existe evidência de transmissão comunitária em Apucarana. Segundo ela, as amostras que deram resultado positivo para a cepa indiana são do mesmo núcleo familiar e todas as pessoas tiveram as amostras sequenciadas. “Se aparecer mais um caso da variante dentro das amostras ainda não sequenciadas, vamos abrir outro processo de investigação”, assegura Piler, destacando que a cobertura vacinal está colaborando para frear a doença. 
No total, 254 amostras de municípios da 16ª Regional de Saúde de Apucarana foram enviadas para sequenciamento genômico do vírus SARS-CoV-2 na Fiocruz. Desta leva ,115 foram sequenciadas e 4 tiveram resultado positivo para a variante. Outras 119 aguardam resultado.
“Todas as amostras que foram enviadas para sequenciamento são de 15 dias antes do primeiro caso confirmado, até dia 7 de junho. Reforço que não é preciso ter pânico, que são dois óbitos e outros dois casos, em meio a 234 amostras”, afirmou a diretora técnica do Lacen, Irina Riediger.