Um idoso, morador de São João do Ivaí, morreu anteontem vítima de atropelamento na BR-376, no Contorno Sul de Mandaguari. Segundo informações da Polícia Rodoviária Federal (PRF), João de Deus Cabral, 78 anos, seguia de Arapongas para retornar para sua cidade de origem em um GM Corsa e teria se perdido. Ele desceu do carro quando foi atropelado por dois veículos. Esse foi o terceiro acidente com morte registrado no mesmo local nos últimos três meses.
O acidente aconteceu por volta das 19h30, no km 206, próximo a cooperativa Aurora. O motorista, que estava acompanhado de outras duas pessoas, teria pego acesso contrário ao destino. O motorista parou no acostamento e teria descido do veículo para avaliar a possibilidade de retorno.
A vítima atravessou a pista até o canteiro central e, ao tentar retornar para seu carro, foi atropelada por uma camionete e novamente atingida por outro veículo. O idoso, que era servidor aposentado, morreu no local.
Esse foi o quinto óbito registrado em um intervalo de 3 km. As mortes chamaram atenção da PRF que vai fazer uma avaliação do trecho para avaliar a necessidade de reforço da sinalização ou adoção de alguma outra medida. Todos os acidentes aconteceram entre os kms 206 e 211, em um trecho de reta e pista dupla.
O primeiro registro, em janeiro, deixou um saldo de três mortes e envolveu uma colisão entre um Corolla e um Gol que entrou na pista na contramão após sair de um pesque pague. Em fevereiro, outro motorista que saiu do carro – neste caso por conta de um problema mecânico - foi vítima de atropelamento.
Segundo o inspetor Pedro Faria, do posto da PRF de Marialva, os números preocupam. Ele destaca que os três incidentes têm algumas correlações. “Todos ocorreram no período noturno, quando a visibilidade é menor, e dois casos envolvem atropelamentos de idosos”, comenta.
O inspetor destaca que o local onde os acidentes ocorreram será avaliado por uma comissão da PRF para possíveis sugestões de reforço na sinalização ou instalação de algum tipo de equipamento. Ele destaca, entretanto, que o local é bem sinalizado e não mostra problemas de geometria. “Os casos tiveram relação com erros de conduta dos envolvidos”, comenta. (ADRIANA SAVICKI)