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Manifestação questiona morte de jovem

DA REDAÇÃO

| Edição de 16 de março de 2021 | Atualizado em 25 de janeiro de 2022

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Familiares e amigos do jovem Emerson Castilho, de 22 anos, que foi assassinado em Arapongas no mês passado, realizaram uma manifestação anteontem pelas ruas da cidade e pediram por justiça. De acordo com familiares, o protesto contou com a participação de cerca de 300 pessoas, entre motociclistas e motoristas, que seguiram pelas ruas do centro. A manifestação terminou na Avenida Siriema, em frente ao bar onde Emerson foi baleado. 

Com faixas e vestidos com camisetas com a foto de Emerson, os manifestantes questionam o relato inicial feito pela Polícia Militar (PM), afirmando  que o jovem participava de uma tentativa de assalto.
A tia de Emerson, Meire Castilho, disse que a manifestação pede respostas. “Meu sobrinho era um rapaz trabalhador, tinha emprego fixo e ainda fazia bicos aos fins de semana. Queremos provar que nosso menino não era bandido, ele foi executado sem motivos. Ele era inocente e não vamos sossegar enquanto a gente não provar isso”, disse.
O advogado Alexandre Aquino, que representa a família, destaca que Emerson não tinha registro criminal e refuta situação de tentativa de assalto. “Ele tinha ótimos e intocáveis antecedentes e foi covardemente assassinato, e isso deve ser apurado para que o policial militar seja julgado pelo Tribunal do Júri, sem prejuízo do inquérito policial militar que também deve responder”, afirma. 
O CASO
O jovem morreu na noite de 26 de fevereiro após ser atingido por três tiros. O autor dos disparos é um policial que estava de folga em um bar. A Polícia Militar (PM) informou que o rapaz que morreu e um outro homem, teriam tentado assaltar o estabelecimento quando o policial sacou a arma dele e deu voz de abordagem. Ainda de acordo com a PM, um dos envolvidos colocou a mão na cintura, momento que o policial atirou três vezes. Emerson estava com um simulacro (arma falsa) escondido sob a roupa. O caso é investigado pela Polícia Civil, que não se pronunciou ontem a respeito do caso. (ALINE ANDRADE E SÍLVIA VILARINHO)