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Material escolar sobe até 47% em Apucarana

Renan Vallim

| Edição de 12 de janeiro de 2019 | Atualizado em 25 de janeiro de 2022

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Os consumidores de Apucarana deverão gastar mais com material escolar neste ano. É o que aponta pesquisa feita pela Tribuna em livrarias e papelarias da cidade. Em média, os produtos ficaram 3,6% mais caros em 2019 na comparação com o ano passado, mas alguns artigos chegaram a sofrer alta de mais de 47%, com destaque para as pastas plásticas e cadernos. Em contrapartida, houve queda nos preços de certos itens, chegando a até 43%.

Imagem ilustrativa da imagem Material escolar sobe até 47% em Apucarana


A pesquisa foi realizada na tarde desta sexta-feira (11) abrangendo os 16 itens mais básicos das listas de material escolar das escolas. A reportagem entregou a lista de produtos a cinco estabelecimentos da cidade, mas dois deles não realizaram a cotação de preços.
O valor médio total da lista ficou em R$ 85,93, valor 3,6% maior do que o obtido na pesquisa de 2018, quando o preço foi de R$ 82,96. Porém, alguns itens registraram alta bem maior do que a média. O produto com maior aumento foi a pasta plástica com fecho em elástico. A versão mais barata registrou preço médio de R$ 2,43. O valor é 47,3% mais alto do que o R$ 1,65 registrado no ano passado.
Em seguida aparece o caderno pequeno de linguagem, brochura, da marca Tilibra, com 48 folhas. A unidade do produto sai em média por R$ 3,53, alta de 32,5% em relação ao preço médio de R$ 2,67 encontrado no levantamento de 2018. Já o caderno de matemática, também da Tilibra e com as mesmas características, passou a custar, de R$ 5,23 em média, para R$ 5,93, alta de 13,3%
O giz de cera está 14,5% mais caro. A caixa com 15 unidades coloridas, da marca Faber Castell, passou de R$ 3,22 para R$ 3,68. O lápis de cor foi outro que teve alta acentuada. A caixa com 12 unidades da Faber Castell passou, de R$ 12,35 para R$ 13,65, alta de 10,5%.
O caderno de caligrafia Tilibra foi o único item da lista que manteve o mesmo preço médio do ano passado para este: R$ 5,13. Em compensação, alguns produtos registraram acentuada queda de preços. A régua de 30 centímetros teve redução de 43% no valor, passando de R$ 1,55 para R$ 0,88, em média. O preço do apontador Faber Castell também caiu, passando de R$ 4,25 para R$ 2,87, redução de 32,5%.
A Associação Brasileira de Fabricantes e Importadores de Artigos Escolares e de Escritório (Abfiae) estima que, em média, os preço do material escolar fique 10% mais caro este ano.

Estabelecimentos já registram aumento do movimento de clientes
Apesar do maior movimento ser registrado na primeira quinzena de fevereiro, as lojas de materiais escolares já estão registrando aumento no número de clientes. Gerente de uma papelaria de Apucarana, Maycon Macedo afirma que a expectativa de vendas para este ano é alta.
“Estamos apostando na variedade de produtos, para atender a todo tipo de cliente: tanto aquele que quer economizar quanto o que opta por produtos topo de linha, lançamentos e personagens da moda. A procura já está considerável, muita gente aproveitando as férias para dar uma olhada nos materiais”, destacou ele.
Muitos pais estão aproveitando o mês de janeiro para fazerem cotações de preços, como a administradora Rafaela Bassetti, que precisa comprar os materiais da filha, Maria Vitória, de 8 anos. “Estou pesquisando para ver se pago mais barato neste ano. Tem outras despesas, como transporte, uniforme... então, quanto mais barato o material escolar, melhor”.
Kelly Bueno Arias, que também pesquisava preços para a filha, Maria Fernanda, de 13 anos, tem opinião semelhante. “A ideia é economizar. Mesmo com preços não muito diferentes dos do ano passado, vamos ver onde é mais barato. Pesquisar é fundamental”, diz.
Para auxiliar os pais na hora da compra, o Ministério Público do Paraná (MPPR) lembra que é necessário solicitar nota fiscal dos produtos na hora da compra. O órgão aponta que alguns itens não podem constar na lista de material, como artigos de higiene ou limpeza e produtos de uso coletivo. A escola deve indicar pelo menos duas lojas que ofereçam os artigos solicitados, inclusive uniformes, e nunca limitar a um único estabelecimento.