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Mato alto gera reclamação e risco a usuários da BR-369

DA REDAÇÃO

| Edição de 15 de março de 2022 | Atualizado em 17 de março de 2022

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Quem trafega pela BR-369 entre Apucarana e Arapongas tem percebido o avanço do matagal nas margens da rodovia. Em muitos trechos, o mato dificulta a visão das placas de sinalização e põe em risco os usuários, principalmente nos vários pontos de retorno ao longo do trecho.

Algumas empresas têm feito por conta a limpeza como forma de amenizar o problema. É o caso do Posto Carajás, localizado em Aricanduva, distrito de Arapongas. Graciela Rover, funcionária da empresa, informa que há tempos o mato vem incomodando, a ponto de a empresa ter que contratar terceiros para fazer a limpeza. “O mato impede que as nossas placas sejam visualizadas com facilidade pelos motoristas”, explica. O posto  fica num trecho com as pistas separadas por um canteiro central. “Mas o mato cresceu e até já esconde a vala que existe entre os guardrails”, comenta.
Graciela, que mora em Apucarana, trafega por ali diariamente e tem percebido o mato avançando. “Faz tempo que não vejo trabalho de roçagem e limpeza no trecho”, afirma.
Outro usuário da BR-369 é Jurandir Hibles de Miranda, caminhoneiro residente em Arapongas. Ele lembra que há alguns dias viu as equipes limpando as margens da rodovia próximo da Havan e na região de Londrina. “Eu imaginava que já viessem para cá, mas nada”, disse. Segundo ele, o mato alto coloca em risco todos os usuários. “As placas ficam escondidas”, ressalta. Jurandir dirige um caminhão plataforma, do tipo  guincho e percorre a região diariamente. “Precisam cuidar melhor disso. Tem lugar que a gente nem enxerga direito os retornos da rodovia, de tanto mato”.
Tiago Lanier Munhoz é um dos proprietários de uma indústria de estofados e colchões no Parque Industrial 5, de Arapongas. Para ele, a situação é preocupante, colocando diariamente dezenas de pessoas em risco. O empresário lembra que todos os dias os caminhões e carros de funcionários e clientes se arriscam ao sair da rodovia e cruzar a ferrovia para chegar na empresa. “Não dá para ver nada, de tanto mato”, diz, referindo-se também à linha férrea.
Tiago lembra que naquela região tem sete conjuntos habitacionais e centenas de moradores usam diariamente esse acesso para os bairros. “O perigo ali é muito grande e aquele mato dificulta muito, inclusive quem precisa fazer o retorno”, afirma.
A reportagem fez contato com a sede regional do Departamento Nacional de Infraestrutura em Tranpostes (DNIT) em Curitiba para obter informações sobre os trabalhos no trecho, mas não obteve retorno.