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Mauá melhora receita com aumento populacional

EDISON COSTA MAUÁ DA SERRA

| Edição de 24 de maio de 2019 | Atualizado em 25 de janeiro de 2022

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Mauá da Serra está completando nesta sexta-feira 27 anos de instalação do município. Localizado em ponto estratégico do Vale do Ivaí, num entroncamento de rodovias e ferrovias com destino a todas as regiões do Paraná, o município registra um crescimento populacional todo ano. Da mesma forma, tem uma economia crescente em função de novos investimentos industriais e comerciais.

A última projeção populacional feita em julho do ano passado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) colocou Mauá da Serra em evidência em relação aos demais do Vale do Ivaí. Foi o único município da região a subir de coeficiente do Fundo de Participação dos Municípios (FPM), passando do 0.6 para o 0.8. Isto em função de que o número de habitantes, conforme estimativa do IBGE, saltou de 10.189 em 2017 para 10.397 em 2018, o suficiente para subir um degrau na tabela do FPM.
Segundo o prefeito Hermes Wicthoff (PTB), esta escalada no coeficiente do FPM foi importante para aumento da receita municipal. Desde janeiro deste ano, a Prefeitura passou a receber a mais uma média de R$ 200 mil por mês do FPM, o que dá um acréscimo em torno de R$ 2,4 milhões no ano. “Tivemos um aumento no FPM fundamental para melhorar as finanças do município”, declara, informando que neste ano o orçamento do município é de R$ 34 milhões, contra R$ 30,9 milhões em 2018.
Para o prefeito, o crescimento da população de Mauá da Serra, que vem se registrando nos últimos vinte anos, é em função da localização da cidade, que é cortada por rodovias e ferrovias que levam ao sul, ao norte, ao oeste e sudoeste do Paraná. Ele observa que Mauá da Serra está na rota de Londrina, Apucarana, Curitiba, Paranaguá e Foz do Iguaçu, o que favorece as empresas.
Além disso, conforme avalia, “quem sai do norte do Paraná com destino a Curitiba e às praias do Paraná e Santa Catarina tem que passar por Mauá da Serra. E quando sai em viagem já projeta parada em Mauá da Serra, que tem um grande número de bons restaurantes instalados na cidade e ao longo da Rodovia do Café”.
“Tudo isso faz com que muita gente de fora venha morar ou investir em negócios em Mauá da Serra”, acredita o prefeito, observando que a cidade sempre está construindo mais casas e ganhando novos empreendimentos comerciais. Com isso, o comércio também é forte e dinâmico.
As empresas locais, a maioria do agronegócio, empregam mais de duas mil pessoas. Com a duplicação da Rodovia do Café, o prefeito acredita que mais investimentos empresariais chegarão ao município.
Wicthoff informa que Mauá da Serra tem hoje 1,2 mil alunos matriculados na rede municipal de ensino, 1,5 mil na rede estadual e a Prefeitura ainda transporta gratuitamente todos os dias em torno de 200 estudantes para as universidades e faculdades da região. “A Prefeitura tem hoje 3 mil pessoas inscritas no cadastro habitacional à espera da casa própria”, cita. 
Há de se destacar ainda que Mauá da Serra é um dos principais produtores de grãos do Paraná, com destaque para soja, milho, trigo, aveia, sementes de milho e trigo, frutas e hortigranjeiros.

Imagem ilustrativa da imagem Mauá melhora receita com aumento populacional

Administração municipal investe em infraestrutura urbana
O prefeito Hermes Wicthoff salienta que, em função do crescimento de Mauá da Serra, a administração municipal tem procurado investir em infraestrutura urbana. Tanto que nos últimos dois anos conseguiu mais de R$ 9 milhões para investimentos em pavimentação asfáltica, atingindo mais de 100 mil metros quadrados de ruas nos principais bairros da cidade.
Agora, a Prefeitura conseguiu do governo Ratinho Junior (PSD) a construção de mais um colégio para a rede estadual de ensino, com capacidade para atender mais de 800 alunos. O investimento nesta obra será em torno de R$ 5 milhões.
Sobre as finanças da Prefeitura, o prefeito diz que pegou o mandato com o município quebrado mas que hoje está sob controle, após reduzir número de secretarias, cargos comissionados e corte de gastos em todos os setores. (E.C.)