Em duas semanas, a média móvel de casos confirmados de Covid-19 teve aumento de 48,5% no Paraná. De acordo com dados da Secretaria de Estado da Saúde, publicado na segunda-feira (1º), em 28 de fevereiro a média móvel era de 3.724 novos diagnósticos por dia, calculada por um período de sete dias. Na região, a média móvel também acelerou significativamente no período. Nas duas Regionais de Saúde (RS), em Ivaiporã e Apucarana, o número médio de novos casos/dia mais que dobrou.
Na área da 16ª RS de Apucarana, foram registrados 854 novos casos na semana encerrada em 28 de fevereiro, 104% a mais que a média da semana encerrada em 14 de fevereiro, quando foram registrados 419 novos casos, média de 59,8 por dia.
Na 22ª RS de Ivaiporã o comportamento da pandemia é semelhante. Na semana encerrada no dia 28 foram registrados 380 casos, média de 54,2 por dia. Na semana encerrada dia 14, foram 172 novos casos, média de 21,5%.
Para o chefe da 16ª RS de Apucarana, Altimar Carletto, alguns fatores têm preocupado a saúde. “Mesmo sem a plena certeza desses motivos, as variantes que estão por aí, certamente já estão entre nós, então aumentou a virulência da covid com essas variações. É uma somatória de fatores que têm como efeito o decreto com o toque de recolher, pois se deixarmos só por conta das pessoas colaborarem, isso infelizmente não tem acontecido”, comenta.
Ele destaca a crescente ocupação de leitos. “O Honpar está com 100% de UTIs lotadas e o Providência tem somente dois leitos disponíveis e podemos rapidamente chegar ao limite. Eu, pessoalmente, espero que em duas semanas nós possamos iniciar com uma tentativa de controle”, comenta.
A escalada nos diagnósticos e a ocupação dos leitos foram os motivos que levaram o Governo do Estado a ampliar as medidas restritivas para reduzir os contágios. Também houve aumento na média móvel de óbitos no mesmo período, chegando a 38 mortes diárias na semana encerrada em 28 de fevereiro e 29 mortes por dia, duas semanas antes.
“Estamos no momento mais crítico da pandemia, com nossos hospitais trabalhando no limite. O governo está fazendo a sua parte, aumentando o número de leitos, mas a estrutura é finita. Precisamos de um esforço coletivo para derrubar esses números e achatar novamente a curva. Cada vida que tenha condições de ser salva importa muito”, afirma o secretário estadual da Saúde, Beto Preto.