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Microcrédito tem crescimento de 6% em Apucarana

Vanuza Borges

| Edição de 18 de setembro de 2016 | Atualizado em 02 de dezembro de 2016

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Crédito na mão com taxas de juros a baixo do mercado. Era tudo que a cabeleireira apucaranense Jéssica da Silva do Nascimento, de 24 anos, precisava para abrir o próprio salão de beleza. Ela emprestou o valor de R$ 15 mil do programa Fomento Paraná, através da Sala do Empreendedor, de Apucarana. O tipo de operação realizada por Jéssica no período de janeiro a 31 de julho deste ano foi realizado outras 48 vezes, totalizando R$ 477.689,00. O valor corresponde a 6% a mais que no mesmo período do ano passado.

Imagem ilustrativa da imagem Microcrédito tem crescimento de 6% em Apucarana

No ano passado, neste mesmo período, foram realizadas 46 operações de crédito, que totalizaram R$ 448.967, 00. No caso de Jéssica, o dinheiro foi usado para realizar um sonho: construir o espaço de beleza e comprar os móveis e equipamentos necessários. “Valeu a pena. O juro é bem menor. É menor até que o consignado”, garante a cabeleireira, que se prepara para começar a atender no novo espaço, em breve.

Atualmente, a cabeleireira já trabalha em sociedade num salão. “Com o salão em casa, eu vou deixar de pagar o aluguel”, observa. Além disso, ela comenta que não perderá mais tempo com deslocamento até o trabalho.

Assim como Jéssica, outra empreendedora que apostou no microcrédito para continuar gerando a própria renda é a costureira Sueli de Oliveira, 35. Ela emprestou R$ 4 mil. Com o valor e mais um pouco que tinha em caixa, ela construir um cômodo próprio para costurar aba de bonés também em casa. “Agora, vou ter mais conforto para trabalhar”, diz.

A agente de crédito Leila Barbosa Tonelli, da Sala do Empreendedor em Apucarana, explica que o Fomento Paraná oferece crédito em diversas modalidades. O microempreendedor pode recorrer ao crédito para comprar equipamentos, móveis, reformar ou construir, como nos casos de Jéssica e Sueli.

Os empréstimos também estão disponíveis para capital de giro, que inclui a compra de matéria-prima ou de mercadorias para revenda. “Para qualquer uma das linhas, a pessoa não pode ter restrição como no Serasa, SPC ou em bancos”, afirma. Além do solicitante do crédito, nenhum dos sócios pode ter o nome “sujo” na praça. Empresas precisam ter, no mínimo, seis meses de CNPJ.

MUDANÇA - De acordo com Leila, do ano passado para este, houve uma mudança no perfil de empréstimos. “Antes era mais para construir e reformar. Atualmente, é mais capital de giro”, explica. Entre os setores que mais têm buscado o microcrédito estão a confecção, comércio e serviços, em especial beleza e alimentação.

O secretário de Indústria e Comércio, Moacir Salve, comenta que, em períodos de economia retraída, as pessoas buscam tanto o crédito para capital de giro, para ajudar a manter o negócio, quanto para começar um novo. “A crise desperta, em alguns casos, aquele potencial para o empreendedorismo”, diz. Então, são essas duas situações, segundo Salve, que faz com que a procura pelo crédito continue estável.