A concessionária Viapar está construindo uma passarela na BR-369, no trecho entre Apucarana e Arapongas. A obra está sendo feita na altura do Distrito de Aricanduva e deve trazer mais segurança aos moradores da localidade, sobretudo os que precisam atravessar diariamente a rodovia para pegar ônibus. No entanto, a construção divide opiniões no distrito.
De acordo com a assessoria de imprensa da Viapar, empresa que detém a concessão da rodovia e responsável pelo projeto, a obra deve ser entregue à população dentro de quatro a cinco meses.
A justificativa para o prazo mais extenso é a complexidade da passarela. Ao invés de ser feita em metal, como a instalada na mesma rodovia, nas proximidades do Parque Industrial de Arapongas, esta será inteiramente em concreto, oferecendo mais segurança e conforto para os pedestres. A assessoria de comunicação da empresa não informou o valor da construção.
Todos os pilares de sustentação da passarela já estão instalados dos dois lados da rodovia. Na tarde de ontem, funcionários de uma empresa terceirizada instalavam suportes de concreto sobre os pilares da passarela. O trabalho precisou ser interrompido por conta da chuva, devendo ser retomado hoje.
“Acredito que já havia passado da hora de se construir essa passarela. Ela é essencial para a segurança de todos por aqui. Apesar das placas indicando os limites de velocidade, raramente os motoristas respeitam. Já vi vários acidentes por aqui. O perigo é enorme”, afirma Fernando Neto, morador de Apucarana que trabalha como vendedor em uma empresa às margens da rodovia, em Aricanduva.
POLÊMICA
No entanto, a construção não é unanimidade no distrito. O ponto de ônibus utilizado pelos moradores fica do outro lado da rodovia, em frente à principal entrada do distrito. No entanto, a passarela foi construída a aproximadamente 300 metros. Logo, os moradores serão obrigados a andar pelo menos 600 metros, entre ir até a passarela, utilizá-la, e ir até o ponto de ônibus. Antes, o trajeto era de 30 metros.
“Com certeza traz mais segurança para as pessoas. Mas o local construído é péssimo. Por ficar longe da entrada do distrito e também do ponto de ônibus, acredito que muita gente ainda vai se arriscar e atravessar a pista fora da passarela. Ou seja, o perigo vai continuar”, afirma o frentista José Marques, que mora há 35 anos na localidade.