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Moradores discutem verticalização

RENAN VALLIM APUCARANA

| Edição de 03 de março de 2019 | Atualizado em 25 de janeiro de 2022

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Moradores dos bairros Jardim Higienópolis, Vila Flamboyant e Vila Marigilda já se movimentam e planejam levar reivindicações para a audiência pública que discutirá o Plano Diretor, no próximo dia 13. Eles colheram assinaturas incluir no novo Plano Diretor de Apucarana uma área de restrição à construção de grandes prédios na localidade. Segundo eles, a região não comporta grandes empreendimentos imobiliários, por ter ruas estreitas e não contar com infraestrutura adequada para torres deste porte.

Até agora, quase 200 assinaturas de moradores da área próxima ao Clube 28 de Janeiro foram coletadas. Elas serão levadas à audiência pública. “Sabemos que há projetos para esta área para a construção de prédios de até 19 andares. É preciso discutir os impactos de grandes torres residenciais para a região”, afirma o médico Daniel Blanski, um dos moradores de um dos bairros.
Segundo ele, questões como o trânsito, saneamento básico, transporte público e coleta de lixo são profundamente impactadas com a criação de grandes empreendimentos imobiliários. “Não somos contra a verticalização, mas é preciso haver infraestrutura adequada. O que estamos pedindo, outros bairros também podem fazer. Por haver audiências públicas para o Plano Diretor para ouvir a população, gostaríamos que o poder público nos ouvisse”, destaca.
O arquiteto Leonardo Britici, que também mora na região, defende a busca por áreas mais adequadas para a construção de grandes prédios na cidade. “É preciso pensar na cidade como um todo. Em outros municípios, houve a criação de bairros mais verticais em locais mais afastados do centro da cidade, com ruas amplas e infraestrutura adequada para receber o grande aumento no fluxo de pessoas. Descentralizar a cidade é importante. O centro de Apucarana já sofre muito com o grande tráfego de veículos e pessoas atualmente”.
A dona de casa Cleide Barbieri, moradora da área, aponta outros motivos para o pedido de barrar a verticalização nos bairros em questão. “Acredito que grandes prédios descaracterizariam a região, que sempre foi residencial de verticalização baixa. Pequenos edifícios, de três ou quatro pavimentos, não seriam um grande problema. Mas acredito que algumas áreas precisam ser preservadas”, diz. (RENAN VALLIM)