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Moradores do Residencial Parque da Raposa reclamam de falta de segurança

Renan Vallim

| Edição de 27 de dezembro de 2016 | Atualizado em 25 de janeiro de 2022

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Praticamente todos os moradores do Residencial Parque da Raposa têm uma história para contar envolvendo furto ou roubo a uma residência. Pode ter sido a casa de um vizinho, de um parente, ou até a sua própria. Essa lamentável coincidência tem irritado os habitantes daquela região, que cobram mais policiamento para poderem viver com mais tranquilidade.

Imagem ilustrativa da imagem  Moradores do Residencial Parque da Raposa reclamam de falta de segurança

Nas últimas duas semanas, situações de criminalidade chamaram a atenção no bairro. A primeira aconteceu no último dia 14, quando uma família foi rendida por quatro homens armados às 8 horas da manhã. Os criminosos levaram cinco aparelhos de televisão, três notebooks, celulares, micro-ondas, motor de barco, tablete, joias, entre outros itens. Eles fugiram levando tudo na caminhonete VW Amarok da família, que foi presa no banheiro da residência pelos criminosos.
Anteontem, uma dupla armada rendeu uma mulher na mesma região, aproximadamente às 14h30, levando uma moto Suzuki 125 Yes. A polícia foi acionada, mas não conseguiu capturar os suspeitos até o final desta edição.
“Casos de roubo são constantes. Sempre tem algum.Só eu já tive minha casa invadida três vezes em menos de três anos. Fora as várias tentativas de arrombamento. A última foi no mês passado. É difícil viver assim, a insegurança é enorme”, explica o vigilante Bruno Viniski, morador do bairro.
Segundo ele, os furtos à residência da família já somaram cerca de R$ 10 mil em prejuízos. “O primeiro furto foi o pior. Levaram televisão, micro-ondas, roupas. Até um par de alianças os bandidos levaram. Não tem como deixar a casa sozinha. Sempre que alguém sai, o outro fica. Às vezes pedimos para os vizinhos ajudarem a ficar de olho. É complicado”, afirma.
O auxiliar de acabamento e também morador do bairro, Tiago José de Araújo, teve mais sorte: nas duas tentativas de arrombamento que a casa dele sofreu em menos de um ano, os bandidos não tiveram êxito. Mas amigos e parentes sofreram perdas.
“Não arrombaram a minha casa porque minha mãe, que mora do lado, viu os três homens chutando a porta e começou a gritar. Mas tenho amigos que já perderam roupas, calçados, eletrodomésticos, motos... E eles não têm hora para agir: tanto de dia como de noite eles estão entrando nas casas. Precisamos de mais policiamento”, diz.
O comandante do 10º Batalhão de Polícia Militar (BPM) de Apucarana, tenente-coronel José Francisco Cardoso, explica que a PM monitora as ações criminosas através de um sistema informatizado, que direciona diariamente as equipes para os locais com maior incidência de crimes.
“O sistema identifica os locais com maior número de Boletins de Ocorrência e direciona as viaturas para realizarem rondas e operações nesses locais. É o que está acontecendo na região do Parque do Jaboti atualmente, por exemplo. Por isso, é importante que sempre as pessoas façam o BO, para que tenhamos cada vez mais condições de fazer um bom trabalho”, diz.
Ele afirma que a PM realiza ainda pontos de bloqueio em rotas de fuga, com o intuito de identificar e prender bandidos. “É importante que, sempre que o cidadão identificar uma ação criminosa ou atitude suspeita, que entre em contato com a PM através do telefone 190”, lembra.