Os trevos de acesso a Jandaia do Sul, que cortam a BR-376, são conhecidos pelos moradores não só como locais de travessias, mas também de acidentes. Na tentativa de reduzir o índice de colisões e, consequentemente, de vítimas, moradores, pela segunda vez em três meses, bloquearam a rodovia nos dois sentidos por uma hora em protesto.
Entre as reivindicações, os usuários pedem um redutor de velocidade, uma passarela e a continuidade das obras do contorno, que prevê seis viadutos.
Na manifestação do último sábado, cerca de 70 pessoas participaram do ato com faixas e cartazes. Num das faixas, os manifestantes questionavam o número de mortes do local: “Quantas vidas teremos que perder para que se tome uma providência. Chega de Mortes!”. Em fevereiro, uma jovem de 25 morreu, próximo ao trevo de acesso da Emater.
Neste trecho da BR-376 estão localizados vários bairros como a Vila Rica, Vista Alegre, Santa Helena, Planalto, Jardim Brasil e Jardim Vilar, o que exige que milhares de pessoas cruzem diariamente a rodovia para trabalhar, estudar ou simplesmente realizar serviços de bancos ou ir ao comércio.
No protesto de dezembro do ano passado, os manifestantes alegaram que pedidos já haviam sido feitos tanto ao Departamento de Estrada e Rodagens (DER) quanto à Concessionária Viapar, responsável pela manutenção da via.
No manifesto no último sábado, além dos moradores, participaram diversos vereadores e os deputados estaduais Tercílio Turini e Evandro Araújo. O manifesto também teve o apoio do movimento Tarifa Zero, de Mandaguari. As autoridades aguardam um pronunciamento dos responsáveis ainda nesta próxima semana. Caso contrário, novas manifestações serão marcadas.
PREVISÃO
Em nota, a Viapar informa que: “A obra está prevista em contrato para segundo semestre de 2018 e término em 2019. Terá início no km 216 (Trevo de Bom Sucesso) e término no km 221 (Próximo ao IBC). O investimento previsto em contrato é de R$ 60 milhões. Serão 6 viadutos neste trecho”.
Por outro lado, em nota, o DER informa que: “ ao longo de 2016 foram promovidos alguns encontros entre o DER, o Ministério Público, a concessionária Viapar e a Polícia Rodoviária Federal (PRF) para discutir a possibilidade da instalação de redutores de velocidades em alguns trechos da rodovia. No entanto, as tratativas não tiveram uma definição, já que nos levantamentos feitos no trecho não foram constatados grandes números de infrações por excesso de velocidade e acidentes nas interseções em nível”.
No documento, o DER reforça que está aberto ao diálogo. (VANUZA BORGES)