O jornalista e empresário apucaranense Luiz Holak, de 64 anos, faleceu na madrugada de ontem em São Paulo. Desde fevereiro, ele enfrentava um tratamento contra um câncer no pâncreas. O procedimento era feito no Hospital Beneficência Portuguesa na capital paulista. A notícia da morte foi confirmada pela família ontem de manhã e comoveu o vasto círculo de amizade, formado por pessoas de vários setores da sociedade.
Economista formado na Faculdade Estadual de Ciências Econômicas de Apucarana (Fecea), atual Universidade Estadual do Paraná (Unespar), Holak era casado com Maria Cristina Costa Holak, 65, com quem teve dois filhos: Luís Alexandre e Leonardo César.
O jornalista era o caçula dos quatro filhos do casal de pioneiros Isabel e Gregório Holak. O irmão mais velho, José, morreu em maio deste ano vítima de um acidente vascular cerebral aos 76 anos. As irmãs Macilda,74, e Eli Holak Zaccarelli,72, acompanharam de perto todo o tratamento de Holak e, assim como ele, também são formadas em ciências econômicas.
Os irmãos, juntos, trabalharam na restauração da casa dos pais, uma das primeiras construídas em alvenaria no município, para que fosse preservada. Em janeiro de 2006, a residência foi tombada e passou a integrar o patrimônio histórico de Apucarana. Aliás, a Casa do Pioneiro Holak, como ficou denominada, é o primeiro bem material tombado no município.
Entretanto, Holak foi o único que tinha a comunicação como dom e, após trabalhar anos como bancário, investiu no no jornalismo. Em duas passagens pelo Grupo Tribuna, na década de 1990, ele chegou a desempenhar a função de editor-chefe. Em outra, exerceu o cargo de diretor financeiro.
Na década seguinte, Holak fundou a Revista Expresso, que inicialmente era distribuída em Apucarana e Arapongas. Em 2010, a publicação passou a ser veiculada também na internet. O amigo de juventude, o contador e economista Luiz Sérgio Hilário, de Apucarana, revela que Holak tinha vocação para ser jornalista deste os tempos de faculdade. “Ele tinha uma facilidade incrível em fazer caricaturas, então, na faculdade criou o jornal Sabugo, que era um espaço dedicado a charges. Os assuntos retratados faziam parte do nosso dia a dia”, recorda.
Hilário comenta ainda que Holak também foi amigo durante o curso técnico em contabilidade no Colégio Estadual Cerávolo. “Durante um período, ele chegou a lecionar no curso técnico do Cerávolo”, relembra.
Além da comunicação e dos números, Holak participou da fundação da Sociedade Esportiva dos Vinte em 1975. “O objetivo nosso com a associação era jogar futebol e se divertir. Ele propriamente dito não gostava muito de futebol. Jogava mesmo pela amizade”, revela.
O velório ocorre hoje a partir das 7 horas na Capela Mortuária e o sepultamento está previsto para as 17 horas, no Cemitério Cristo Rei.