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Morte de bebê de 4 meses de Arapongas pode ter sido provocada por tortura

DA REDAÇÃO

| Edição de 29 de setembro de 2020 | Atualizado em 25 de janeiro de 2022

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Uma bebê de 4 meses de idade de Arapongas que morreu na última sexta-feira no Hospital Materno Infantil de Apucarana pode ter sido vítima de tortura. De acordo com o Instituto Médico Legal (IML) de Apucarana, que realizou o exame de necropsia, a criança apresentava edemas na cabeça e fraturas nas costelas e pernas. A Polícia Civil de Arapongas investiga o caso. 

A criança foi internada no último dia 12, quando o pai acionou a Polícia Militar (PM) de Arapongas para tentar reanimá-la, dizendo que ela havia se engasgado. A PM então acionou o Samu, que encaminhou a criança até o hospital. Após o internamento, a própria PM acionou o Conselho Tutelar para que o caso fosse acompanhado. 
De acordo com a conselheira Cristiane Sanches, que acompanha o caso, assim que tomou conhecimento da situação, passou a visitar a família da criança regularmente e acompanhar o estado de saúde da bebê. “Os pais dessa criança têm outros dois filhos, a irmã gêmea da bebê que faleceu e um menino de um ano e nove meses. O Conselho Tutelar passou a acompanhar a família para saber se as outras crianças não estariam em risco. Quando soubemos da morte da bebê, imediatamente providenciamos o pedido de encaminhamento ao IML para necropsia, já que havia suspeita de maus tratos. Assim que o laudo chegar até nós, daremos início ao trabalho de buscar outras pessoas da família que possam ficar com essas crianças”, detalhou. 
Um inquérito foi instaurado pela Delegacia da Mulher de Arapongas e, de acordo com a delegada Thaís Orlandini Pereira, os pais são investigados por abandono de incapaz seguido de morte ou propriamente o crime de tortura. “Já fizemos as oitivas dos pais, avós e vizinhos da criança. No dia em que estivemos na residência, o pai da menina foi preso por porte ilegal de um revólver calibre 38. Ele pagou fiança de R$ 3 mil e foi solto. Agora, aguardamos o laudo do IML para seguir com as investigações”, contou a delegada. (ALINE ANDRADE)