Motoristas que passaram no final da manhã de ontem pela praça de pedágio da BR-369, em Arapongas, foram surpreendidos pelas cancelas abertas pelos manifestantes do ‘Tarifa Zero’. O movimento reivindica a redução da tarifa para moradores de Arapongas e Rolândia e disputa com a concessionária Viapar a reabertura da Estrada do Ceboleiro.
A manifestação liberou a passagem por cerca de uma hora e foi mantida apesar da concessionária ter obtido uma decisão judicial favorável à manutenção do funcionamento da praça. O interdito proibitório, concedido pela 3ª Vara Federal de Londrina, impunha multa de R$ 20 mil a ser recolhida pelos organizadores do movimento. Seis pessoas estavam citadas nominalmente no documento, mas não foram localizadas pela oficial de justiça ontem no local.
A oficial também tinha a missão de identificar possíveis lideranças e citá-las, porém, não obteve sucesso, uma vez que as pessoas se recusaram a se identificar e não se reconheceram como líderes. Dentre as pessoas nominadas no documento estavam os vereadores João Ardigo, de Rolândia, que foi citado de manhã pela Justiça Federal e, por isso, não compareceu ao protesto. Outro vereador nominado pelo interdito proibitório é Aroldo Pagan (PHS), de Arapongas. Ele chegou a ir à manifestação, mas não chegou ser notificado pela oficial de justiça. “A Justiça não irá parar o movimento, porque não estamos fazendo nada de errado. O movimento é social e não político. É só olhar quantos vereadores estão aqui e quantas pessoas vieram manifestar a sua indignação com o pedágio”, diz.
Além de Aroldo Pagan, o vereador Miguel Messias Gomes (SD) também compareceu a manifestação. No total, cerca de 500 pessoas, de Rolândia e Arapongas, participaram do ato, que começou por volta das 11 horas. Algumas, em especial as que estavam vestidas com a camiseta do movimento, foram abordadas pela oficial de Justiça. Uma delas foi o morador de Rolândia Eliaquim Moura, de 54 anos, que se recusou apresentar seus documentos à oficial de Justiça. “Eu não faço parte da liderança, mas tenho o direito de me manifestar. Esse tolher da justiça, essa proibição, chega a ser abusiva. Não vou assinar nada, antes de saber o porquê que estou sendo citado”, ressalta.
O ato teve a participação de trabalhadores, lideranças políticas e sociais e de empresários. As principais reclamações e quanto ao valor cobrado e a prorrogação de obras importantes, como o contorno e até mesmo a manutenção da pista. A empresária Iracema Ferreira Silva e Silva, comenta ainda que a população precisa ficar atenta, porque também está em jogo o direito constitucional de ir e vir.
Por volta das 13 horas, os manifestantes deixaram o local.