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Natal: tempo de reconcilição com Deus

Vanuza Borges

| Edição de 24 de dezembro de 2015 | Atualizado em 02 de dezembro de 2016

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Dia 25 de dezembro é celebrado desde os primeiros séculos da era cristã pela Igreja Católica como a data do nascimento de Jesus Cristo, o filho de Deus. Apesar do período nas últimas décadas ter virado sinônimo de trocas de presentes e ceias fartas, a Igreja, através de seus sacerdotes, tenta disseminar o verdadeiro sentido desta festa, a segunda maior do calendário cristão. A primeira é Páscoa, que celebra a morte e a ressurreição de Jesus Cristo.

Imagem ilustrativa da imagem Natal: tempo de reconcilição com Deus

Para o bispo da Diocese de Apucarana, dom Celso Antônio Marchiori, o Natal é, sem dúvida, uma forte e profunda experiência da misericórdia de Deus, que abre as portas do céu para abençoar abundantemente. “Segundo o Catecismo da Igreja Católica, Natal é a celebração do nascimento de Jesus, que se deu na humildade dum estábulo, no seio duma família pobre. As primeiras testemunhas deste acontecimento são simples pastores. E é nesta pobreza que se manifesta a glória do céu”, observa.

O religioso comenta que o Natal vivido na fé cristã é um momento especial de graça e de renovação espiritual. “É tempo de conversão, de renovação, de retomarmos nossa fé e nosso comprometimento com o Reino de Deus. É tempo oportuno para tomarmos uma decisão em favor da vida e do bem de todas as pessoas que fazem parte da nossa história”, avalia.

Dom Celso complementa que a data é tempo favorável ao perdão, tanto de pedir quanto de perdoar. Perdão, como lembra o religioso, que vem para acolher o Ano Santo da Misericórdia, que foi iniciado pelo papa Francisco no dia 8 de dezembro deste ano. “Como fiéis discípulos missionários do Senhor, sintamo-nos todos amados e chamados a levar o testemunho de Jesus Misericordioso a todos os ambientes e, onde e com quem estivermos, que nossa presença seja fermento fecundo do amor de Deus”, diz.

Na opinião do bispo diocesano, o Natal será um acontecimento constante em nossa vida se, com quem convivemos diariamente, praticarmos obras de misericórdia. “O Menino Jesus, através gestos de amor, estará sempre presente entre nós. Até um copo de água, dado com amor, nos proporcionará uma experiência da presença de Jesus em nossa vida”, exemplifica.

CONFISSÕES

O monsenhor Roberto Carrara, pároco da Catedral Nossa Senhora de Lourdes, também reforça que o Natal é uma celebração religiosa, que festeja o nascimento do filho de Deus que veio viver entre a humanidade. “A Igreja celebra o Natal com uma solenidade muito especial, a oitava. Isto é: são oito dias após, a data, que são celebrados como se fossem o Natal. O filho de Deus veio para nos salvar, para nos purificar”, ressalta.

O religioso enfatiza que o Natal é uma festa religiosa. “E como festa religiosa entendemos como ponto alto a celebração da missa, que tem na eucaristia seu ápice, e, por isso, nos preparamos através das confissões”, explica.

Para o líder de expedição Júnior Azeika, 23, que aproveitou a última oportunidade antes do Natal para se confessar, o gesto traz paz espiritual. Ele se confessou ontem de manhã na Catedral. “Eu me sinto mais leve e tranquilo. Sempre me confesso para a Páscoa e o Natal”, afirma.

A aposentada Stella Michelin Canassa, 80 anos, também se confessou para o Natal. “A confissão é algo sagrado. Eu me confesso para ficar em paz comigo mesma e com Deus”, revela.