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NEM DEXAMETASONA, NEM CLOROQUINA

Da Redação

| Edição de 19 de junho de 2020 | Atualizado em 25 de janeiro de 2022

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Um estudo da Universidade de Oxford, divulgado na última terça-feira, afirma ter encontrado a primeira droga que, comprovadamente, reduz a incidência de mortes pela Covid-19. Conforme análises de cientistas, em resultados apresentados pelo medicamento, houve redução de um terço das mortes em pacientes que precisavam de tratamento com oxigênio e receberam o corticoide dexametasona. Na região, outros tipos de corticoides já estão sendo usados para combater a doença.
O chefe da 16ª Regional de Saúde de Apucarana, Altimar Carletto, explica que em Apucarana, Arapongas e região, os protocolos utilizam um outro tipo de corticoide injetável, também com sucesso. 
O médico ainda acrescenta que quando a utilização é por via oral, pode ser usado tanto a dexametasona e prednisolona, quanto a prednisona, no início da fase inflamatória da doença. “Esses medicamentos, quando utilizados nos momentos adequados, trazem muitos bons resultados positivos”, acrescenta. 
Apesar do corticoide ser um medicamento muito usado por médicos e ter baixo custo, Carletto diz que o remédio tem diversos efeitos colaterais e deve ser utilizado no momento adequado, que só o médico pode indicar. 
“A doença causada pelo novo coronavírus tem três fases e apenas o profissional vai saber em qual momento utilizar o medicamento. O corticoide tem efeito imunossupressor, ou seja, deixa o sistema imunológico frágil. Portanto, nunca deve ser usado na fase inicial da patologia (quando existe a replicação viral)”, complementa. 
Em relação à cloroquina, o chefe da 16ª esclarece que o remédio não está nos protocolos de Apucarana e Arapongas. No entanto, ele explica que se algum paciente ou médico solicitar o remédio, ele poderá ser disponibilizado pela Secretaria de Saúde do Estado, através das Regionais. 
“Ao contrário da cloroquina, que possui alguns efeitos colaterais, utiliza-se a Ivermectina, que após estudos mostrou que tem atividade antiviral, em teste in vitro, contra o vírus causador da Covid-19, e não possui efeitos colaterais graves ao paciente. Assim como a dexametasona, esse remédio também deve ser receitado pelo médico ao paciente em um momento apropriado da doença”, esclarece.