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Nova queda do diesel e da gasolina não tem data para chegar às bombas

Vanuza Borges

| Edição de 10 de novembro de 2016 | Atualizado em 02 de dezembro de 2016

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A Petrobras anunciou a redução do preço do diesel em 10,4% e da gasolina em 3,1% nas refinarias. O anúncio, que foi feito na noite de anteontem, é o segundo num período de um mês e faz parte da nova política de preços da estatal. Os novos valores passaram a valer a partir da meia noite de ontem. A companhia garante, se o ajuste feito for integralmente repassado ao consumidor, o diesel pode cair 6,6%, o que representaria uma queda de R$ 0,20 por litro, e a gasolina 1,3%, que corresponderia a uma redução de R$ 0,05 por litro.

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Entretanto, o anúncio feito pela Petrobras, apesar de bem-vindo ao bolso dos consumidores, em especial dos caminhoneiros, é visto com descrença. Para o caminhoneiro apucaranense José Roberto Frizo, de 49 anos, a redução no preço do diesel faria uma diferença expressiva no orçamento. “Mas, sinceramente, acho difícil que este repasse chegue ao consumidor. Só falam, mas nunca chega ao consumidor”, diz.

O também caminhoneiro José de Almeida, de 41, de Ivaí, também não está confiante que vai passar pagar menos no diesel nem na gasolina. “Por mês, gasto entre 4 a 5 mil litros de diesel, para manter o caminhão abastecido, o que dá entre R$ 12 mil a R$ 13 mil ”, calcula. O valor médio do diesel atualmente está na casa dos R$2,89.

Outro caminheiro descrente no repasse da redução de preço é Marcos Mariano da Trindade. “Acredito que vai reduzir um pouco, mas não R$0,20. Vai acabar embutido em algum imposto”, diz. E sobre a gasolina, ele também não acredita que vai passar a pegar menos quando abastecer. “Se baixar ou não, as pessoas vão continuar abastecendo, porque precisam”, comenta.

O empresário Carlos Milani, de Arapongas, que trabalha com entrega não está muito confiante. “Será? Já anunciaram esses dias e até agora nada, mas, caso o preço seja reduzido, seria ótimo”, assinala. Porém, ele avalia que não seria possível reduzir o preço do frete. “O preço do frete já está defasado, porque não conseguimos acompanhar a inflação”, afirma.

Para o oficial de montagem Márcio Luiz da Silva, 36, de Apucarana, que usa o carro todos os dias para trabalhar qualquer redução contribui para a economia no final do mês. “Mas se nem a redução anterior chegou, imagina essa”, reclama.

Por outro lado, os postos de combustíveis garantem que não receberam combustíveis com os novos preços. “Hoje (ontem), nós não recebemos nenhum comunicado de mudança nos preços. Geralmente, as distribuidoras enviam notificações, mas não recebemos nada ainda”, afirma Orestes Bobeki, gerente de um posto de combustíveis.

Ele garante que assim que chegar as distribuidoras passar os novos preços, os mesmos serão repassados aos consumidores. Paulo Henrique Borges, gerente de outro posto de combustíveis na cidade, também afirma que ainda não foi informado sobre a redução dos preços pela distribuidora.