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Nova regra reduziu em 74% número de telefones públicos em Apucarana

SÍLVIA VILARINHO APUCARANA

| Edição de 24 de abril de 2019 | Atualizado em 25 de janeiro de 2022

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É preciso andar cada vez  mais longe para encontrar um orelhão em Apucarana. A constatação, que parte principalmente de quem utiliza com mais frequência o serviço, não ocorre à toa. Entre dezembro do ano passado e janeiro deste ano o município perdeu 74% dos aparelhos disponíveis. Atualmente, segundo informações da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), a cidade toda conta com apenas 136 dos 522 telefones públicos instalados até o ano passado. 

A redução decorre do decreto nº 9.619, publicado em dezembro do ano passado, que dispõe sobre o novo Plano Geral de Metas de Universalização (PGMU). Na prática, a medida autorizou as concessionárias a reduzir a quantidade de aparelhos. Até então, segundo a Anatel, as concessionárias eram obrigadas em manter um orelhão a cada 300 metros e quatro orelhões para cada mil habitantes em cada localidade. Com 136 orelhões, Apucarana tem atualmente um telefone público para cada 800 habitantes.
Ozires Antunes Pereira, 47 anos, trabalha como cobrador e vem sentindo na pele a falta dos orelhões na cidade. Acostumado a realizar ligações atrás dos clientes, ele precisa andar muito para encontrar um aparelho. 
“Eu uso muito o orelhão. A ligação para o telefone fixo é gratuita e ajuda muito o meu trabalho. Tem dias que realizo até 8 chamadas, sempre venho nesse que existe em frente do Fórum, pois é o de mais fácil acesso aqui no centro. Antes era mais fácil encontrar um aparelho, mas agora tem que tem muita paciência para achar um”, relata Ozires. 
Pelas novas regras, nas regiões com mais de 300 habitantes, as concessionárias devem ativar e manter orelhões para atender os estabelecimentos de ensino regular, estabelecimentos de saúde, estabelecimentos de segurança pública, bibliotecas e museus públicos, órgãos do Poder Judiciário, órgãos do Poder Executivo e Legislativo, órgãos do Ministério Público e órgãos de defesa do consumidor, terminais rodoviários, aeródromos e áreas comerciais de significativa circulação de pessoas. 

CÂMARA
A falta de aparelhos na cidade foi tema de um requerimento apresentado nesta semana pelo vereador Lucas Leugi (REDE) e aprovado por unanimidade na Câmara de Vereadores solicitando às empresas de telefonia, explicações sobre a retirada dos aparelhos telefônicos públicos das ruas da cidade e aguarda uma resposta.