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Novas regras devem aquecer mercado de imóveis usados

Renan Vallim

| Edição de 09 de março de 2016 | Atualizado em 25 de janeiro de 2022

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A Caixa Econômica Federal anunciou ontem medidas para facilitar a compra da casa própria, em meio à falta de crédito no mercado. A principal ação é o aumento nos limites de financiamentos para imóveis usados, que agora é de até 70%. A notícia foi recebida com otimismo por imobiliárias e corretores de imóveis da região.

De acordo com João Eduardo Mareze, diretor de uma imobiliária em Apucarana, o imóvel usado deve se tornar ainda mais atrativo para os consumidores com as novas regras. “Um limite maior para financiamento flexibiliza o pagamento, atraindo ainda mais o mercado consumidor. Acredito que essa medida da Caixa adiciona vantagens econômicas às demais vantagens que um imóvel usado oferece no mercado apucaranense”, avalia.

Segundo ele, os imóveis usados já são preferidos por uma parcela das pessoas, o que tende a aumentar a partir de agora. “Muita gente opta por adquirir um imóvel mais bem localizado e geralmente mais amplo, mesmo que seja necessária uma ou outra melhoria, já que o custo da aquisição acaba se tornando igual ao de um imóvel novo”, destaca.

Corretor em uma imobiliária em Arapongas, Luiz Bieleski ressalta que os empreendimentos hoje possuem uma boa procura, mas as dificuldades são grandes para fechar o negócio. “Muita gente hoje em dia tem um ‘pé atrás’ para fechar grandes investimentos, muito por conta da situação econômica atual. Acredito que o aumento do limite para financiamentos pode aquecer o mercado”, ressalta.

NOVAS REGRAS

Agora, os financiamentos com recursos da poupança (Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo) terão uma elevação do limite do valor total financiado de 50% para 70% do valor do imóvel no Sistema Financeiro de Habitação (SFH), e de 40% para 60% para imóveis no Sistema Financeiro Imobiliário (SFI), pelo Sistema de Amortização Constante (SAC).

O limite de financiamento para imóveis usados havia sido reduzido pela Caixa em maio de 2015, quando passou de 80% para 50%. Na ocasião, o banco justificou a medida afirmando que pretendia focar no crédito habitacional de moradias novas.

A mudança vale apenas para imóveis usados financiados com recursos da poupança. Sendo assim, ficam de fora o crédito para a habitação popular, como o programa Minha Casa Minha Vida, e os financiamentos com recursos do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS). Nestas modalidades, o financiamento não havia sofrido restrições em 2015.

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