Começam a valer a partir de hoje as novas taxas de consumo de água cobradas pela Companhia de Saneamento do Paraná (Sanepar). Com isso, a conta de água em todo o Paraná deve ficar 8,53% mais cara, em média. Outra novidade que começa a valer são novas faixas de cobrança. A partir de hoje, a tarifa mínima de consumo passa dos 10 metros cúbicos para 5 metros cúbicos. De acordo com economista e com a simulação feita pela Tribuna, não tem segredo para o consumidor: para sofrer menos o impacto da alta, o jeito é economizar.
Segundo a Sanepar, esse reajuste é parte de um índice de reposicionamento tarifário, de 25,63%, que deve ser aplicado durante oito anos.
Junto com o reajuste, a Sanepar também inaugura um novo método de composição tarifária para os consumidores que pagam o valor mínimo. A partir de agora, todos os usuários da empresa têm que pagar um valor mínimo de 5 metros cúbicos, independente de terem consumido menos que isso.
Mais de 1,6 milhão de famílias paranaenses pagavam a antiga tarifa mínima, que é de R$ 33,74 pelo consumo de até 10 metros cúbicos de água. Cada metro cúbico equivale a mil litros. Agora, os consumidores passam a pagar R$ 32,90 para consumo de até cinco metros cúbicos de água. O desconto na tarifa é bem menor, de 10%. A estatal argumenta que a alteração pode beneficiar consumidores que já gastavam até 5 metros cúbicos, já que o valor da conta tende a cair.
Outra modificação é o aumento no número de faixas de cobrança. Antes, havia três faixas: a tarifa mínima, consumo entre 11 e 30 metros cúbicos, e consumo acima dos 30 metros cúbicos. Agora, existem seis faixas: a tarifa mínima; consumo entre 6 e 10 metros cúbicos; entre 11 e 15; entre 16 e 20; entre 21 e 30; e acima de 30 (ver quadro).
ECONOMIA
O economista do campus de Apucarana da Universidade Estadual do Paraná (Unespar), Marcelo Vargas, afirma que a medida deve servir como um incentivo para a economia. “Aquelas famílias que puderem, devem fazer o máximo para manterem o consumo dentro dos 10 metros cúbicos. Acima disso, a cobrança sobe bastante: o metro cúbico passa de R$ 1,06 para R$ 5,67”, diz.
De acordo com uma simulação feita pela Tribuna (ver infográfico), uma pequena alteração no consumo pode fazer com que a conta fique até mesmo mais barata, no comparativo com a fórmula de cobrança anterior. Uma casa com o consumo de 11 metros cúbicos pagou, até o mês passado, R$ 38,80 na conta de água (sem contar taxa de esgoto e outras taxas eventualmente cobradas em determinados municípios). Mantendo esse mesmo consumo, a conta passará a ser de R$ 43,67 a partir de agora. No entanto, com a redução de apenas um metro cúbico, a conta passa para R$ 38, menos do que era pago antes. O valor de cálculo não leva em conta a tarifa de esgoto, equivalente a 80% do total de consumo de água e outras taxas inclusas na conta, como a de coleta de lixo.