O número de divórcios nos 27 municípios da região aumentou 87,6% em 2016, em relação ao ano anterior. Os números foram obtidos através de uma pesquisa divulgada ontem pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), que leva em consideração os registros civis realizados no Brasil. O levantamento aponta ainda uma queda de 4,3% nos nascimentos e de 11,7% nos casamentos. Já os óbitos subiram 6,7%.
Foram 420 divórcios encerrados em primeira instância registrados nos 27 municípios ao longo de 2015, contra 788 em 2016, resultando na alta de 87,6%. Como o número está atrelado à Justiça Comum, os valores são computados nas cidades onde os processos são registrados, ou seja, naquelas que são sede de Comarca: Apucarana, Arapongas, Jandaia do Sul, Marilândia do Sul, Faxinal, Grandes Rios, Ivaiporã e São João do Ivaí.
Já os nascimentos caíram 4,3%, passando de 6,1 mil em 2015 para 5,8 mil no ano seguinte. A maior queda, de 33,3%, aconteceu em Godoy Moreira, que passou de 33 para 22 nascimentos. Bom Sucesso teve queda de 24,2%, passando de 124 para 94, e Cambira passou de 117 para 91 (-22,2%). Arapuã aumentou 39,5% (de 43 para 60) e Borrazópolis, 25,9% (de 81 para 102).
Em Apucarana, os nascimentos passaram de quase 1,8 mil para quase 1,7 mil, queda de 5,6%. Arapongas teve redução de 4,3%, passando de 1,6 mil para 1,5 mil. Os números levam em consideração a cidade de origem da mãe.
Coordenador do IBGE em Apucarana, Berenildo Chagas afirma que a queda da natalidade confirma um movimento de mudança na sociedade. “Na nossa região, a taxa de natalidade vem caindo sistematicamente ao longo dos últimos anos. Os reflexos são a redução do número de filhos por casal e também do número de pessoas por domicílio. A tendência é que, até 2040, o número de óbitos deverá superar o de nascimentos na região”, afirma.
O número de casamentos também foi menor na região, passando de quase 2,7 mil para pouco mais de 2,3 mil, variação de -11,7%. A maior queda foi em Arapuã, que de 20 casamentos em 2015, passou a ter 7 em 2016, queda de 65%. Jardim Alegre passou de 82 para 52, queda de 36,6%.
Já em Rio Branco do Ivaí, os casamentos aumentaram 70,6%, passando de 34 para 58. Em Apucarana, os casamentos caíram 16,7% (de 785 para 654). Já em Arapongas, a queda foi de 21,2% (de 692 para 545).
Os óbitos aumentaram 6,7% na região, de quase 3,3 mil para 3,5 mil. Em Rio Bom, o aumento foi de 38%, indo de 29 para 40. Califórnia teve alta de 35,4%, de 65 para 88. A maior queda foi em Borrazópolis (24,4%), passando de 86 para 65. Em Apucarana, houve aumento de 5,5% (829 para 875). Em Arapongas, alta de 11,3% (de 749 para 834).
Nascimentos caem pela primeira vez em 7 anos no país
Em 2016, ocorreram e foram registrados 2.793.935 nascimentos no Brasil, o que indica uma queda (-5,1%) na comparação com 2015, quando tinham sido registrados 2.945.344 nascimentos. Foi a primeira queda desse número desde 2010, incluindo o total e as Grandes Regiões. Entre as unidades da Federação, apenas Roraima teve um pequeno contingente positivo.
Foram registrados 1.095.535 casamentos civis em 2016 em todo o país, sendo 5.354 entre pessoas do mesmo sexo. Houve queda (-3,7%) em relação a 2015. A redução foi observada tanto nos casamentos entre cônjuges de sexos diferentes quanto para os cônjuges do mesmo sexo, com exceção das Regiões Sudeste e Centro-Oeste que apresentaram aumento nos casamentos civis entre pessoas do mesmo sexo.
Foram concedidos 344.526 divórcios em 1ª instância ou por escrituras extrajudiciais em 2016, um aumento de 4,7% em relação a 2015, quando foram concedidos 328.960 divórcios.
O volume de óbitos registrados no Brasil entre 2006 e 2016 aumentou em 24,7%, com redução expressiva da mortalidade até os 14 anos de idade e aumento nas idades mais avançadas, em especial acima dos 50 anos, um reflexo do envelhecimento populacional. Em 2016, considerando apenas os óbitos por causas externas, um homem de 20 anos tinha onze vezes mais chance de não completar os 25 anos do que uma mulher.