A Polícia Civil de Apucarana concluiu o inquérito criminal que apura o desvio de vacinas contra a Covid-19 da rede pública de saúde de Apucarana. De acordo com o delegado-chefe da 17ª Subdivisão Policial (SDP) Marcus Felipe da Rocha Rodrigues, 18 pessoas foram ouvidas para investigar a conduta da falsa técnica de enfermagem Silvânia Regina Ribeiro Del Conte, 46 anos, que atuou como voluntária na imunização no Complexo Esportivo Luiz Antônio Basso, o Lagoão.
O inquérito foi encaminhado para apreciação do Ministério Público (MP) que também apura denúncias de fura-filas na vacinação da rede municipal.
Ontem, o delegado adiantou que Silvânia mentiu sobre a quantidade de pessoas vacinadas ilegalmente. Em depoimento prestado à polícia no dia em que foi presa e as vacinas foram apreendidas, ela afirmou que teria imunizado cinco pessoas de uma mesma família com as vacinas furtadas.
Segundo o delegado, foram ouvidas 12 pessoas vinculadas a família mencionada pela falsa enfermeira, sendo que seis moram em Mandaguari e outras seis em Apucarana e todas confirmaram ter sido imunizadas contra a Covid-19 por Silvânia. Os imunizados, entretanto, confirmaram o relato da detida que não houve pagamento em dinheiro pelas doses. Até a tarde de ontem, nenhum suspeito havia sido indiciado.
O delegado informou que a investigação que apura a conduta do servidor público Luciano Pereira é de competência do MP. Ele está afastado do cargo de coordenador da epidemiologia municipal por suspeita de facilitar a vacinação de pessoas fora dos grupos prioritários,
Mais detalhes sobre a investigação desempenhada pela Polícia Civil serão revelados em coletiva de imprensa que deve ser realizada hoje, conforme informou o delegado.
Silvânia foi presa em flagrante em 15 de maio durante cumprimento de mandados de busca e apreensão. Posteriormente, a justiça decretou prisão preventiva. Na última quinta-feira, a detida foi ouvida por uma comissão de deputados que investiga denúncias de fura-fila na vacinação.