As mortes no trânsito caíram 16% em Apucarana e Arapongas, de acordo com dados do DataSUS, sistema do Ministério da Saúde. Os números são referentes ao ano de 2015, período mais recente inserido no sistema no comparativo com o ano anterior. Foram 99 óbitos naquele ano contra 118 em 2014.
Foram 48 mortes no trânsito de Apucarana em 2015 contra 60 no ano anterior, uma queda de 20%. A cidade foi a 12ª do estado em mortes no trânsito. Os motociclistas foram as maiores vítimas, com 21 mortes ao longo do ano em questão, ou 43,7% do total de vítimas.
Outros 13 óbitos foram de ocupantes de automóveis. Nove pedestres perderam a vida em 2015, três ciclistas, um ocupante de veículo pesado e outro de ônibus. De acordo com o DataSUS, 70,8% das vítimas foram a óbito dentro de hospitais. Já 27,1% morreram na hora. Os demais 3,1% morreram em outros estabelecimentos de saúde.
ARAPONGAS
Em Arapongas, foram 51 mortes registradas em 2015 contra 58 no ano anterior, uma queda de 12%. A cidade foi a 11ª do Paraná em número de mortes no trânsito. Foram 17 óbitos de ocupantes de automóveis, o que equivale a 33,3%. Em seguida aparecem os motociclistas, com 14 óbitos, e os pedestres, com oito.
Foram registradas ainda sete mortes de ciclistas, uma de ocupante de veículo de transporte pesado, um ocupante de ônibus e três mortes de ocupantes de veículos terrestres não informados. Em Arapongas, 56,8% dos óbitos aconteceram nos hospitais. Já 41,2% das vítimas morreram na hora. Os demais 2% morreram em outros estabelecimentos de saúde. Os números reforçam o custo do trânsito violento no setor de saúde.
IMPACTO
“O impacto de acidentes é muito grande. Existe o impacto econômico, com pessoas em idade produtiva morrendo tragicamente e deixando as famílias com dificuldades, mas também existe o impacto na saúde, com o atendimento, tratamento etc.”, afirma Clara Ilza Lemes de Oliveira, chefe da 16ª Regional de Saúde de Apucarana.
Segundo ela, casos de acidentes de trânsito estão entre os mais complexos. “O tempo de internação é alto, não raro, demanda procedimentos como cirurgias e a recuperação também é lenta. Alguns pacientes ficam com sequelas. Por isso, é importante a realização de ações integradas para prevenir os acidentes, que promovam a conscientização dos motoristas”, destaca.
Paraná reduz índices em 20%
O Paraná reduziu em 20% o número de mortes em decorrência de acidentes de trânsito, entre 2011 e 2015. Em 2011, o Paraná registrou 3.387 vítimas fatais por causa dos acidentes. Em 2015, foram 2.694. O resultado paranaense foi melhor que a média nacional. No Brasil, a queda no mesmo período foi de 11% - com 39.543 mortes no último ano da análise.
A maioria das vítimas fatais foram passageiro ou condutor de automóveis e camionetes: foram 786 mortos. Os motociclistas aparecem em seguida, sendo 661 das vítimas fatais. Também chamam a atenção os números de mortes de pedestres (532), ciclistas (110) e passageiros ou condutores de veículos pesados, como caminhão e ônibus (137).
Entre os Estados com maiores frotas de veículos, o Paraná só teve redução abaixo de São Paulo (-21% no período), Minas Gerais registrou queda de 15% e Rio de Janeiro 20%. Curitiba teve o maior número de mortos em decorrência de acidentes, em 2015, no Estado. A capital registrou 196 vítimas fatais. Londrina teve 167 mortes e em Maringá foram 97. Arapongas aparece na 11ª colocação e Apucarana, na 12ª, segundo o levantamento divulgado pelo governo do estado.