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Obras causam transtornos na BR-376

VANUZA BORGES

| Edição de 23 de abril de 2016 | Atualizado em 02 de dezembro de 2016

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As obras de duplicação do trecho da BR-376, entre Apucarana e Califórnia, e da construção do viaduto, no trevo de entrada de Apucarana e também de acesso para o Contorno Sul, têm gerado reclamações de quem passa pelo local. Normalmente, a espera, que levava de 15 a 20 minutos, era sentida especialmente nos horários de pico, tanto de manhã quanto no final da tarde. Nesta semana, a situação ficou ainda mais complicada com início dos reparos na pista no mesmo ponto da estrada.

Imagem ilustrativa da imagem  Obras causam transtornos na BR-376

Nos últimos dias, a espera passou para 40 minutos até uma hora, para fazer o percurso entre o Núcleo Habitacional Adriano Correa a Vila Reis, que em dias normais é feito em menos de cinco minutos. Além da lentidão, outra reclamação dos motoristas é a sinalização confusa. Somente neste mês, três veículos caíram na valeta que faz parte da construção da alça de acesso do viaduto.

Na avaliação do borracheiro Osvaldo Aguiar, da Vila Reis, a situação ficou mais complicada após o início dos reparos. “Falta sinalização. Está um perigo”, afirma. Ele que usa ônibus quando precisar ir até o centro de Apucarana, reclama dos atrasos. “Esses dias, a aula da minha filha atrasou, porque o ônibus que estava a professora ficou preso no trânsito”, diz.

Para ele, o problema se intensifica por causa das obras, que são feitas um pouco em cada trecho. “Deveria fazer num lugar e terminar, para não ficar essa confusão. Está péssimo. Esses dias um motoqueiro caiu aí. Imagina se fosse um ônibus, o que teria acontecido”, supõe.

O empresário Rafael Capeloto, que tem uma oficina mecânica, à margem da BR-376, na Vila Reis, também afirma que o tempo de espera ficou maior com o início dos reparos. “Leva uma hora para conseguir fazer esse trecho”, calcula. Sobre a sinalização, ele avalia que não tem problema. “Está bem sinalizadinho, mas os motoristas não respeitam”, diz.

O sócio de Capeloto, Sérgio Alberto, observa que a obra é para melhoria dos usuários, mas reconhece os transtornos causados no momento. “Nesses dias de reparos, se precisar comprar uma peça no centro não dá, porque é uma hora para ir e uma para voltar”, afirma. Ele também comenta sobre o desrespeito dos motoristas. “Excesso de velocidade é comum”, garante. A equipe de reportagem, que esteve no local, constatou o desrespeito à sinalização. Várias placas indicam 40 km/hora, mas era comum ver os veículos passarem acima de 70 Km/hora.

Já para o caminhoneiro Cristiano da Silva, de Terra Boa, a sinalização está confusa. “No trevo, quem está em Apucarana indo para Califórnia, tem que quebrar (dobrar) muito seco. Sem falar que tem quebra-molas só de um lado da pista”, reclama.

RodoNorte reforça sinalização

Desde que começaram as obras de construção do viaduto no trevo de entrada de Apucarana, na BR 376, no acesso de entrada e saída para o Contorno Sul, a concessionária CCR RodoNorte afirma que todas as medidas, que visam garantir a segurança dos usuários, estão sendo tomadas. De acordo com a assessoria de imprensa da concessionária, a sinalização no local foi reforçada nos últimos dias.

A assessoria explicou ainda que as obras de duplicação, que são executadas nas pontas do trecho entre Apucarana e Califórnia, não tem o esquema “siga e pare”, nem mesmo as obras de terraplanagem para construção das alças de acesso ao viaduto. O “siga e pare” é usado para segurança dos operários que estão trabalhando no reparo da pista.

A situação ficou mais crítica, ainda segundo a assessoria, porque culminou obras de reparos com as da duplicação. A expectativa é que a conclusão da duplicação aconteça em dezembro, já os reparos no início de maio.