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Ocupações perdem força na região

Da Redação

| Edição de 27 de outubro de 2016 | Atualizado em 02 de dezembro de 2016

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Vinte e três escolas estaduais da área do Núcleo Regional de Educação (NRE) de Ivaiporã foram desocupadas ontem após a Procuradoria Geral do Estado obter liminares favoráveis junto às comarcas de Ivaiporã, Grandes Rios e São João do Ivaí. As reintegrações começaram a ser cumpridas pelos oficiais de justiça na manhã de ontem e parte das escolas foi desocupada espontaneamente pelos estudantes. Na área do NRE de Apucarana, até o início da tarde de ontem, 21 escolas ainda seguiam ocupadas. Durante a tarde, pelo menos três foram liberadas. Em assembleia realizada ontem em Curitiba, os estudantes optaram pela manutenção dos protestos, mas a orientação é que cada grupo de manifestantes tenha autonomia para decidir pelos rumos da mobilização.

Imagem ilustrativa da imagem Ocupações perdem força na região

Em Ivaiporã, o cumprimento da medida judicial iniciou na manhã de ontem pelos oficiais de justiça acompanhados de representantes do Conselho Tutelar. A liminar determinava a imediata reintegração de posse ao Estado e a desocupação dos espaços públicos.

Segundo a diretora do NRE de Ivaiporã, Sandra Mara Schmitt dos Reis Bueno, até o final da tarde todos os colégios da comarca haviam sido desocupados. “Em algumas escolas, a desocupação foi voluntária e não foi necessário nem mesmo a presença do oficial de justiça”, assinala Sandra.

No período da tarde, também houve desocupação nos colégios das comarcas de São João do Ivaí e Grandes Rios. “Somente na comarca de Cândido de Abreu, cuja escola pertence à Procuradoria de Ponta Grossa, o juiz ainda não havia autorizado a reintegração. Mas, acredito que até amanhã (hoje) estaremos com 100% das escolas reintegradas”, comenta Sandra.

A diretora relata ainda que na manhã de hoje se reunirá com os diretores das escolas reintegradas para checar a situação dos colégios e discutir a volta às aulas.

Segundo o NRE de Apucarana, o número de escolas ocupadas no início da tarde de ontem chegava a 21. Anteontem, duas escolas foram consideradas oficialmente desocupadas, a Angelo Casagrande, em Marilândia do Sul, e o Colégio Marumbi, em Marumbi. No final da tarde, entretanto, o NRE confirmou novas desocupações nos três maiores colégios de Arapongas, Emilio de Menezes, Marquês de Caravelas e Unidade Polo. Segundo o NRE, a expectativa que é hoje novas escolas sejam desocupadas pelos estudantes.

GREVE

Ontem, o governo do Estado retomou as discussões com os servidores em greve. A retomada das negociações ocorreu em reunião fechada entre o chefe da Casa Civil, Valdir Rossoni, e dirigentes sindicais de várias categorias do serviço público. “Estamos estabelecendo um novo calendário de negociações e esperamos que as greves sejam encerradas o mais breve possível”, disse Rossoni.

Pela primeira vez, foi aberta a possibilidade de se utilizar R$ 1,4 bilhão previsto no orçamento de 2017 para bancar o reajuste salarial do funcionalismo. Tudo está condicionado, porém, ao fim das greves.(COM REPORTAGEM IVAN MALDONADO E RENAN VALLIM)

Estudantes reavaliam movimento

O movimento Ocupa Paraná reuniu ontem cerca de 400 estudantes de vários municípios do estado em assembleia geral para discutir as ocupações, que já duram 21 dias. No encontro, os estudantes rejeitaram sair das instituições, mas disseram que “cada ocupação tem autonomia para fazer o que achar melhor”. Na prática, o rumo de cada ocupação será definido nas escolas.

Cerca de 20 participantes de Apucarana estiveram presentes na assembleia. Todos os 10 colégios ocupados no município enviaram representantes, além de outros grupos e movimentos sociais que apoiam as ocupações. Os estudantes afirmam que vão discutir o movimento hoje nas escolas, mas sinalizaram pela manutenção das ocupações.

Bruno Gurgell, estudante do Colégio Estadual Nilo Cairo e um dos organizadores do movimento, esteve na assembleia. “A assembleia foi muito importante para que pudéssemos ver que estamos no caminho certo. Ver tantos estudantes com a mesma mentalidade e com os mesmos ideais nos dá ainda mais força. Houve pessoas contrárias e favoráveis às ocupações, além de muito debate”, afirma.

Segundo ele, novas ações serão realizadas nos próximos dias.