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Fuzileiros incorporam tecnologias para defesa e auxílio em desastres

(via Agência Brasil)

| Edição de 04 de março de 2026 | Atualizado em 04 de março de 2026
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Os Fuzileiros Navais da Marinha do Brasil revelaram, nesta quarta-feira (4), no Rio de Janeiro, as mais recentes inovações tecnológicas que foram incorporadas ao seu arsenal, com o intuito de modernizar as forças de defesa do país.

A principal novidade é o recém-criado Esquadrão de Drones Táticos de Esclarecimento e Ataque. A corporação adquiriu uma série de drones de quatro hélices, equipados com sensores eletro-ópticos, infravermelhos e termais. Esses equipamentos são versáteis, podendo ser utilizados tanto para monitorar alvos quanto para localizar vítimas de desastres. Alguns modelos têm a capacidade de carregar projéteis para atacar pequenos alvos.

Outro modelo incorporado é o drone de asa fixa, conhecido como kamikaze, que pode ser lançado com explosivos para destruir alvos maiores.

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Drones de ataque são apresentados em evento sobre as inovações tecnológicas do Corpo de Fuzileiros Navais, na Ilha das Cobras, na região central do Rio de Janeiro. Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil

Escola para operação de drones

O comandante-geral do Corpo de Fuzileiros Navais, almirante Carlos Chagas, destacou que o novo esquadrão coloca o Brasil em linha com as evoluções tecnológicas das forças de defesa mundial, especialmente diante dos recentes conflitos globais. Ainda em março, a corporação planeja inaugurar, no Rio de Janeiro, uma nova escola para formar mais militares na operação de drones.

Chagas ressaltou a importância da Marinha na defesa de um dos principais ativos estratégicos do país, mencionando que o Brasil possui 7,5 mil quilômetros de litoral, onde reside a maior parte da população e de onde sai 95% do petróleo nacional. Além disso, 97% das exportações passam pelo mar. Ele também destacou que a comunicação do país é majoritariamente feita por cabos submarinos, e não por satélites, como muitos acreditam.

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 O almirante Carlos Chagas durante apresentação das inovações tecnológicas do Corpo de Fuzileiros Navais, na Ilha das Cobras, na região central do Rio de Janeiro. Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil

Operações em desastres

A corporação também incorporou novos veículos blindados de desembarque litorâneo, projetados e fabricados no Brasil. Esses veículos podem navegar a até 74 km/h, transportando 13 militares, e são equipados com metralhadoras, radares e câmeras termais. Apesar de compactos, eles podem atracar em locais com pouca infraestrutura e ser transportados por aeronaves.

O almirante Chagas destacou que essas novas tecnologias aumentam a capacidade de resposta dos Fuzileiros em casos de desastres naturais, uma operação que tem se tornado cada vez mais frequente. Ele explicou que a logística militar se assemelha muito à logística de resposta a desastres, o que torna essa semelhança logística crucial.

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Marinha apresenta parte dos veículos em evento sobre as inovações tecnológicas do Corpo de Fuzileiros Navais, na Ilha das Cobras, na região central do Rio de Janeiro. Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil

Ele mencionou que parte do material tem uso duplo, sendo adquirido para defesa, mas também utilizado em situações de desastres, como carros anfíbios que podem entrar em regiões alagadas para resgatar pessoas e transportar alimentos.

A corporação também apresentou novos armamentos, incluindo o Míssil Antinavio Nacional de Superfície, capaz de atingir alvos a até 70 km de distância, com uma velocidade de até 1 mil km/h, em voo rasante para dificultar a detecção por radares inimigos. Outro míssil, de fabricação nacional, possui alcance de até 3 quilômetros, é guiado a laser com alta precisão e pode atingir embarcações e helicópteros, perfurando até 80 centímetros de blindagem.

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Militar demonstra uso de míssil de fabricação nacional durante apresentação das inovações tecnológicas do Corpo de Fuzileiros Navais, na Ilha das Cobras, na região central do Rio de Janeiro. Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil



Com informações da Agência Brasil