De acordo com levantamento realizado junto ao banco de dados do Ministério da Saúde, a região possui atualmente 1.432 leitos de internação. O índice, de 3,2 leitos para cada 1 mil habitantes, fica acima do recomendado pela Organização Mundial de Saúde (OMS) e também de países como Espanha (3,1), Reino Unido (2,9), Canadá (2,7) e Suécia (2,7). No entanto, aumentar o número de médicos especialistas e diminuir a demanda por internações continuam sendo os grandes desafios da região.
Dos mais de 1,4 mil leitos da região, a maioria fica nas maiores cidades. Em Arapongas, que possui três hospitais, são 333 leitos. Com apenas um hospital, Apucarana tem 235 leitos, menos do que Jandaia do Sul, que tem 329. Ivaiporã conta com 186 leitos. Faxinal tem ainda 82 leitos, com o restante ficando espalhado entre outros 11 municípios menores, oscilando entre 20 e 30 leitos cada.
O índice regional fica bem acima da média brasileira, que em 2014 era de 2,3. De acordo com a OMS, o número recomendado de leitos é de 3 para cada 1 mil habitantes. Entre países com sistemas universais de saúde, equivalentes ao Sistema Único de Saúde (SUS), a região fica atrás da Austrália (3,9), Argentina (4,7), França (6,4) e Alemanha (8,2).
Chefe da 16ª Regional de Saúde (RS) de Apucarana, Clara Ilza Lemes de Oliveira ressalta que o número de leitos não é um problema para a região. “Temos uma certa folga em relação ao número de leitos. Não há problema com qualidade e quantidade de equipamentos hospitalares. No entanto, temos outros grandes desafios que precisam ser enfrentados para aumentar a qualidade da saúde na região”, diz.
ESPECIALISTAS
Ela destaca dois pontos que precisam ser observados: a falta de médicos especialistas e a maior atenção na saúde básica. “Há uma grave carência de profissionais, médicos especialistas em algumas áreas específicas, que acabam fazendo falta em diagnósticos e tratamentos, que acabam precisando ser feitos em outras cidades, como Londrina ou Curitiba. Além do mais, precisamos aumentar a atenção na saúde básica. Uma maior resolutividade fortalece a saúde como um todo, além de reduzir a demanda por internações”.