Após uma ‘onda’ de demissões iniciada em 2015, o setor de confecções dá sinais de melhora em Apucarana. De acordo com a Agência do Trabalhador local, já são quase 100 vagas abertas, principalmente para costureiras, no município. O número é motivado pela estagnação das demissões. As empresas voltaram com o ritmo normal de demissões e contratações, sendo que algumas inclusive estão começando a aumentar o quadro de funcionários, mesmo que timidamente.
Segundo dados de ontem da Agência do Trabalhador de Apucarana, são ao todo 85 vagas abertas para costureiro nas empresas de confecção de Apucarana. Há também mais de uma dezena de vagas para outros cargos, como auxiliar administrativo, bordadeira, entre outros.
“Esses números estão bem acima do que tínhamos há alguns meses atrás. Aparentemente, as empresas estão retomando o ritmo normal de contratações. Esperamos que essa situação se mantenha crescente, para que cada vez mais pessoas conquistem um emprego na cidade”, afirma a gerente da Agência do Trabalhador de Apucarana, Cinira Martins Waldrich.
Gerente de Recursos Humanos de uma fábrica de bonés e camisetas em Apucarana, Maurieli Ferreira explica que, de fato, o ritmo normal está sendo retomado. “As demissões deram uma parada. Agora, estamos com a rotatividade normal. As contratações são feitas para repor a saída de algum funcionário, ou por não ter se adaptado, ou por ter pedido demissão. Não estamos aumentando o quadro de funcionários, mas também não estamos diminuindo”.
Em algumas empresas, o panorama está sendo de contratações. “Após dispensas por conta da crise, estamos contratando. Nos últimos 90 dias, aumentamos nosso quadro de funcionários em cerca de 10 novos profissionais. Não pensamos em contratar mais funcionários por enquanto. Mas, para nós, a situação melhorou um pouco”, afirma Mara Rocha, analista de Recursos Humanos de uma empresa apucaranense de confecção.
Empresário e presidente do Sindicato das Indústrias do Vestuário de Apucarana e Vale do Ivaí (Sivale), Jayme Leonel afirma que o setor ainda está longe de comemorar. “A situação ainda é bem complicada. Chegamos ao fundo do poço, agora a única alternativa é subir. Mesmo assim, é difícil ser muito otimista, pois estamos longe do patamar que tínhamos antes da crise. As contratações estão sendo feitas apenas para reposição de funcionários, com poucos acréscimos. É preciso ainda ter cautela”.