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Oferta de vagas via Pronatec ainda é dúvida para 2016

Vanuza Borges

| Edição de 22 de março de 2016 | Atualizado em 02 de dezembro de 2016

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As vagas para cursos técnicos e de qualificação profissional, via Programa Nacional de Acesso ao Ensino Técnico e Emprego (Pronatec), responsável pela formação profissional de milhões de jovens brasileiros para o mercado de trabalho ainda são uma incógnita para 2016. Nem os anúncios recentes feitos pelo Governo Federal, como de dois milhões de vagas e R$13,1 milhões para custeio do programa, têm aplacado o clima de indefinição, diante dos cortes no orçamento.

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Em Apucarana, por exemplo, que já teve o maior número de alunos formados pelo programa em 2013 – foram 700 alunos capacitados em 47 cursos – o Pronatec simplesmente não abriu nenhuma vaga nova em 2015. “Os cursos que ofertamos, via Pronatec no ano passado, faziam parte do cronograma de 2014”, explica a secretária de Assistência Social, Márcia Regina de Sousa.

Segundo a secretária, a falta de vagas pelo Pronatec gerou uma fila de espera por cursos de qualificação profissional de mil pessoas. “Nós trabalhamos para ofertar essas vagas, contratando profissionais para ministrar cursos via município, e conseguimos reduzir esta demanda”, afirma.

Atualmente, ainda de acordo com Márcia, 400 pessoas estão na fila de qualificação profissional. “Nós já estamos planejando alguns cursos, para qualificar essas pessoas, como de operador de empilhadeira e pintor”, diz. Já sobre o Pronatec, a secretária, que já enviou a demanda no final do ano passado, mas que não tem nenhuma perspectiva. “Não recebemos nenhum parecer até o momento”, afirma. Em Arapongas, a situação não é diferente. Até ontem não havia definição sobre os números de vagas ofertadas nesta anos.

A Secretaria de Assistência Social é a responsável por levantar a demanda de cursos de qualificação profissional e depois oportunizar os cursos, que pode ser ofertado por instituições parceiras. Já os cursos técnicos são oferecidos pelo Senai e também Senac. Este processo ocorre duas vezes ao ano, de fevereiro a abril e julho a agosto.

TÉCNICOS

Em Apucarana, os cursos técnicos, que são ofertados pelo Senai e Senac, também não têm nenhum parecer até o momento. O coordenador técnico de Negócios, Ernesto Sountachi, do Senai de Apucarana, avalia que reduziu em cerca de 35% o número de vagas ofertados para cursos técnicos, de 2014 para 2015. “A expectativa é que o número mantenha ou aumente, uma vez que tem grande aceitação”, espera.

Cerca de 70% dos jovens formados em cursos técnicos são contratados

A unidade do Senai, de Apucarana, atualmente, atende cerca de 70 alunos, via Pronatec, em Eletromecânica e Manutenção e Suporte em Informática. Os cursos técnicos tiveram início no ano passado e estão previstos para terminar em julho deste ano.

De acordo com o coordenador técnico de Negócios, Ernesto Sountachi, do Senai de Apucarana, o mercado, apesar da crise econômica, tem absorvido cerca de 70% dos profissionais formados no primeiro ano. “O mercado precisa desta mão de obra qualificada. Outro diferencial é o ingresso na graduação”, diz.

O aluno do curso de Suporte em Informática, Jonathan Andrey Ribeiro, 17 anos, avalia que o curso vai facilitar o ingresso no mercado de trabalho. “Aprendi como ser um profissional”, resume, observando que não teria recursos para pagar o curso, que custa R$ 360 por mês.

A colega Beatriz Bevilaqua, 17, que está no último semestre de Eletromecânica, diz que o curso é uma oportunidade para ingressar no mercado de trabalho e na universidade. “Temos uma boa base de cálculos”, afirma.