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Onda de violência deixa saldo de 11 mortes em Londrina e região

Cindy Annielli

| Edição de 31 de janeiro de 2016 | Atualizado em 02 de dezembro de 2016

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Uma onda de violência se instalou em Londrina e municípios da região entre a noite de sexta-feira e madrugada de ontem. Pelo menos onze pessoas foram assassinadas a tiros, sendo dez em Londrina e uma em Arapongas, e ao menos 16 teriam sido baleadas. Entre as vítimas fatais está um policial militar. A polícia, por enquanto, não confirma qualquer relação entre os crimes. As circunstâncias das mortes ainda estão sendo investigadas.

Os ataques começaram após a morte do PM Cristiano Luz Botino, 33 anos. Ele foi baleado por volta das 20 horas, quando estava no Conjunto Milton Gavetti, na zona norte da cidade. Ele chegou a ser socorrido, mas não resistiu. Ainda não se sabe se a morte do policial desencadeou a série de assassinatos, seis apenas no Jardim Planalto. De acordo com o Instituto Médico Legal (IML), outras duas pessoas morreram em um acidente.

Este é o segundo ataque a um policial militar na cidade em menos de uma semana. Na segunda-feira passada, um policial à paisana foi ferido com quatro tiros na Avenida Saul Elkindm, na zona leste da cidade. Com a morte de anteontem, a PM soma cinco mortes de integrantes no Estado em apenas duas semanas e quatro feridos. Após sucessão de mortes, o comando-geral da PM do Paraná disse que a corporação deve ficar em alerta.

A Secretaria de Pública e Administração Penitenciária do Paraná se manifestou ontem sobre o assunto por meio de nota. O texto diz que o secretário Wagner Mesquita, “determinou empenho máximo e rigor das equipes policiais civis e militares na apuração dos casos ocorridos em Londrina e região nesta madrugada. Para reforçar o efetivo de investigação, equipes do Centro de Operações Policiais Especiais (Cope) já foram deslocadas para a cidade. A Polícia Civil está trabalhando intensamente nas investigações para dar uma resposta à população. Investigadores da 10ª SDP de Londrina estão nas ruas desde as primeiras horas, levantando todas as informações, bem como imagens de câmeras de segurança que possam auxiliar nos trabalhos”.

ARAPONGAS

José Renato Pavanelo Cavalaro, 23 anos, foi encontrado morto, com um tiro na cabeça, por volta das 21 horas, no cruzamento entre a Rua Urutau-Castanho e Rua Sabiá Dourada, no Conjunto Araucária, em Arapongas. O delegado da 22ª Subdivisão Policial (SDP), Paulo Gomes de Souza, que investiga o caso, disse à reportagem que a vítima era usuária de drogas e, segundo relato da família, o rapaz era agressivo e tinha dívidas com muitos traficantes.

Imagem ilustrativa da imagem Onda de violência deixa saldo de 11 mortes em Londrina e região

“A família disse que ele deve para muitos traficantes da cidade e região e que estava muito perturbado. Então, a linha de investigação é acerto de contas por tráfico de drogas. A morte em Arapongas não tem relação nenhuma com o que aconteceu em Londrina”, assinala o delegado.

Souza disse ainda que tem informações de que os assassinatos em Londrina ocorreram durante briga entre marginais. “As mortes em Londrina não têm relação com a polícia. Era uma briga entre marginais mesmo. Várias pessoas foram baleadas e não teve mais mortes porque a polícia interviu”, informa.