Dos 703 projetos enviados por entidades do Paraná, “Fazendo Arte”, do Centro de Convivência Arte & Vida (Cecav), de Arapongas, foi aprovado pelo Programa Estadual de Fomento e Incentivo à Cultura (Profice). O projeto aprovado, agora em fase de captação de recursos, circulação de um espetáculo circense desenvolvidos pela ong nas cidades de Arapongas, Rolândia, Cambé e Mandaguari. A meta é chagar a um público de 30 mil pessoas.
A vice-presidente da entidade Isabele Ribeiro explica que o Profice, por meio da renúncia fiscal de ICMS, possibilita a valorização, a produção, a difusão, a circulação, a pesquisa e a preservação dos bens culturais, além de ações de caráter educativo para a arte e a cultura no Estado.
“A gente ficou muito feliz com a aprovação porque foram 703 projetos inscritos em todo Paraná e menos de 200 foram aprovados”, ressalta. A ong tem um histórico de serviços sociais prestados no município e atende 93 crianças, adolescentes e adultos. O idealizador e voluntário da entidade, Marcelo Emygdio dos Santos explica que nem todos que participam são carentes, porém todos são bem-vindos na entidade. “Nossas ações estão pautadas no desenvolvimento da arte, cultura e do protagonismo social para todos da cidade”, ressalta.
A Arte & Vida disponibiliza gratuitamente aulas de balé clássico, karatê e música instrumental, além de oferecer oficinas de circo e capoeira. Paralelamente, a entidade mantém ainda dois grupos artísticos nas áreas de música instrumental (orquestra) e artes circenses (aulas ministradas produção de espetáculos), desenvolvidos junto da Troupe Tangará, de Londrina.
Devido à crise financeira e instabilidade política no Brasil, Marcelo diz que as verbas destinadas para ong vem diminuindo, uma vez que eles trabalham com base em doações de empresas. “Dependemos da Lei Rouanet. Se a empresa não tem lucro, ela não paga imposto e não tem doação. Daí criamos promoções e dependemos de algumas doações alternativas para bancar mensalmente os R$ 8 mil fixos gastos pela Arte & Vida”, enfatiza.
A Arte & Vida mudou recentemente de endereço devido ao local antigo estar condenado por causa da chuva. “A casa que estamos agora é mais centralizada, porém pretendemos futuramente mudar para um local que seja nosso. Ganhamos um terreno do governo e as obras devem começar em janeiro de 2017”, explica.
ALUNOS
A zeladora Maria Cardoso de Oliveira, 35 anos, leva há dois anos a filha Cassiane Leticia de Oliveira, de 7 anos, para praticar balé clássico. A mãe diz que as aulas foram uma oportunidade para a filha, já que ela não teria condições de bancar a modalidade. “O comportamento dela mudou bastante. Está mais calma. Se não tivesse a ONG eu não teria condições de pagar”, explica.
O estudante Matheus Audácio, 15 anos, frequenta aulas de flauta e bateria há três anos. Ele já trabalha com música e teve o primeiro contato com a música através da Arte & Vida.
“A ong significa música e venho de segunda, quarta e sábado. É uma oportunidade de colocar música na vida das pessoas. São aulas caras e não é todo mundo que pode pagar”, complementa.