A “quadrilha da dinamite” voltou a agir na madrugada de ontem em Ortigueira, na região dos Campos Gerais. O alvo dos criminosos desta vez foi a agência do Banco do Brasil, localizada na Avenida Laurindo Barbosa de Macedo, na área central da cidade. O ataque aconteceu por volta das 3 horas e assustou moradores das proximidades. Segundo relatos de testemunhas, foram três explosões. O bando contava com pelo menos dez assaltantes. No local, os policiais militares encontraram cápsulas de fuzil calibre 556, o que revela o poder de fogo da quadrilha. O valor levado da agência não foi divulgado.
O delegado Rafael Pinto de Souza não descarta que a ação criminosa tenha sido cometida por quadrilhas que já agiram no município. A afirmativa leva em consideração o modo de agir dos ladrões. “Nas imagens, oito indivíduos foram visualizados. Também percebemos que usavam armamento pesado”, revela. Em ações anteriores, inclusive no final do último mês, os criminosos usaram fuzil para assaltar a agência do Bradesco. O assalto aconteceu durante à tarde.
Porém, o delegado disse não ter mais informações sobre os bandidos. Tanto é que até o final da tarde de ontem ninguém havia sido preso pelo ataque à agência bancária. Ainda ontem à tarde, o delegado também participou de uma reunião com autoridades locais e regionais da corporação para discutir novas ações, porém não especificou nenhuma em especial.
Entretanto, Souza reitera antigas reclamações, como falta de policiamento e armamento deficitário. “Além da deficiência de policiamento, Ortigueira tem a questão topográfica que facilita a ação dos criminosos, dando acesso a onze municípios via estradas rurais”, diz. Ortigueira é o quarto município do Paraná em extensão.
O delegado frisa ainda que o armamento utilizando pelos criminosos, na maioria das vezes, não é nacional. “Vem do Paraguai, o que significa que a vigilância na fronteira é deficiente, facilitando a crime. Outra questão é a dinamite, que esses criminosos têm em mãos, que demandam também de maior fiscalização. Como não tem, acabam cometendo crimes”, diz.
Para conter o avanço deste tipo de quadrilha, o delegado reforça que precisa aumentar a presença policial e melhorar o armamento, além da fiscalização e punição dos criminosos. “Muitos dos presos na Operação Cangaço eram reincidentes, por isso, precisa de punições mais duras”, defende.