O pagamento do 13º salário para os trabalhadores formais dos nove municípios da microrregião de Apucarana deverá injetar na economia local cerca de R$ 218 milhões. A estimativa foi realizada pelo Núcleo de Conjuntura Econômica e Estudos Regionais (Nucer) da Universidade Estadual do Paraná (Unespar), campus de Apucarana. O volume de recursos é 11,4% que no ano passado (R$ 193,3 milhões).
O cálculo considera os dados da Relação Anual de Informações Sociais (Rais) e do Novo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Novo Caged), ambos do Ministério do Trabalho e Previdência e as estimativas de salários médios de cada município da microrregião feitas pelo NUCER com base em informações da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad). A estimativa não leva em consideração autônomos, trabalhadores informais, aposentados, pensionistas e servidores públicos estatutários.
São 84.652 trabalhadores com carteira assinada nos nove municípios, 5,6 mil (7,2%) a mais que no ano passado.
O aumento de 11,4% no valor a ser pago está relacionado, principalmente, com esse crescimento do número de trabalhadores. Segundo o estudo, Apucarana foi o município com maior crescimento nominal. Neste ano, serão pagos R$ 83,6 milhões nas duas parcelas, R$ 11,4 milhões a mais que no ano passado, um crescimento de 15,8%. O município tem atualmente 32,8 mil trabalhadores com carteira assinada, quase 3 mil a mais que em 2020, um aumento na ordem de 10%.
Já na análise da evolução percentual do 13º, o maior crescimento ficou com o município de Cambira seguido por Califórnia com 24,7% e 20,8%, respectivamente. Os municípios vão movimentar R$ 3,8 milhões e R$ 3 milhões nas duas parcelas. Cambira e Califórnia também registraram o maior crescimento percentual de trabalhadores com carteira assinada, 18,4% e 14,6%.
Segundo o coordenador da pesquisa, economista e professor Rogério Ribeiro, o volume real de recursos a ser injetado é maior por conta de servidores e aposentados e também da informalidade. “Não temos uma dimensão do tamanho da informalidade, mas é certo que o volume de recursos que será injetado é maior por conta dos informais”, comenta.
Ele destaca que o crescimento de trabalhadores empregados é um bom indicativo, mas que os números poderiam ser melhores. “O volume de empregos formais em alguns municípios era maior no período pré-pandemia, mas a crise modificou tudo isto. Não quer dizer que as pessoas não estejam trabalhando ou que não tenham renda. Tem muitas pessoas que estão no trabalho precário e outras pessoas estão recebendo o Auxílio Emergencial. Há diversos relatos de pessoas que não retornaram ao mercado de trabalho por conta disto”, comenta. O prazo para pagamento da 1ª parcela encerra hoje. Já a segunda parcela deve ser paga até 20 de dezembro.