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‘País voltará a crescer’, diz Luciano Salamacha

Renan Vallim

| Edição de 26 de setembro de 2017 | Atualizado em 25 de janeiro de 2022

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A palestra do advogado,  doutor em Administração e  professor da FGV, Luciano Salamacha encheu o Cine Teatro Fênix na noite de ontem, em Apucarana. Com uma abordagem inusitada, Salamacha falou sobre como aplicar conceitos da neurociência no mundo dos negócios. Em entrevista, ele afirma que o país deverá voltar a crescer em menos de um ano e que a crise já acabou.

Imagem ilustrativa da imagem ‘País voltará a crescer’, diz Luciano Salamacha

Cerca de uma hora da palestra foi realizada em completa escuridão. “Esta é uma das peças-chave da palestra, modificando a percepção da plateia. Já testei esta abordagem com sucesso em todo o Brasil e inclusive no exterior, como na Argentina e nos Estados Unidos”, afirma.
A palestra se desenrolou com Salamacha, que é também da CBN e autor de vários livros, explicando como aplicar neurociência à gestão das empresas, mostrando como fazer com que pessoas pensem diferente no mundo dos negócios. “Também falo sobre as perspectivas do Brasil como um investimento. Sobre isso, falo tranquilamente que a crise econômica já acabou. Crise é quando você cai. Nós paramos de cair. O problema é que os escândalos políticos afetam a economia. Eles têm tornado a retomada mais difícil”, diz.
Mas o palestrante se mostra otimista. “Embora eu seja contra o presidente Michel Temer, acredito que tirá-lo agora só traria mais instabilidade. Em menos de um ano, quando tivermos todos os candidatos das próximas eleições definidos, acredito que vamos nos recuperar. Temos uma boa base para isso: inflação e taxa de juros baixa, além de sinais de retomada do consumo. As pessoas perderam aquele pavor de serem mandadas embora a qualquer momento e voltaram a consumir”, destaca.
Segundo ele, o país está no caminho certo, faltando apenas acabar com o déficit público. “A máquina pública está inchada e é ineficiente, servindo de ‘cabide de emprego’, mas sem receber os investimentos necessários. É preciso reajustar isso. Não há empresa com meta fiscal negativa. Por que com o governo seria diferente?”, ressalta.
Ele destaca que é possível fazer com que o governo se torne mais eficiente. “Temos um sistema de controle e checagem que é referência para o mundo. A prova é que pessoas com altos cargos, como ministros, tentaram desviar recursos e foram pegos. Estancar os desvios já faria muita diferença”.
O evento é parte do Ciclo de Palestras, promovido pela Associação Comercial, Industrial e de Serviços de Apucarana (Acia) e pelo jornal Tribuna do Norte, com apoio do Fórum Desenvolve Apucarana e da Prefeitura de Apucarana, além de patrocínio do Governo do Estado e da Fomento Paraná.