A duas semanas para o espetáculo, a movimentação no Parque das Nações, em Arapongas, tem sido intensa nos últimos dias. O local é palco, há mais de vinte anos, da maior encenação da Paixão de Cristo da região. Coordenada por voluntários, o grupo teatral de evangelização Mãe do Céu, a peça promete reunir, no próximo domingo de Ramos (14), um público de vinte mil pessoas.
O espetáculo de Arapongas é conhecido pelo apuro no figurino e pela dimensão que envolve. São 1,2 mil pessoas encenando não apenas a Paixão de Cristo – os últimos dias de Jesus na terra, a crucificação e ressurreição -, mas várias passagens de sua vida. Todos os anos o espetáculo tem pequenas modificações. “Fazemos isso para não tornar muito repetitivo e para alcançar nosso principal objetivo que sempre foi usar o teatro como ferramenta de evangelização”, conta Luiz Vechiatto, um dos fundadores do grupo e intérprete de Jesus desde o início das apresentações.
Com um batalhão de voluntários atuando no palco e no chamado backstage – para organizar a entrada dos expectadores são duzentas pessoas -, o grupo intensifica os preparativos para o espetáculo no início do ano. Como ocorre todos os anos, a grande torcida é para que o tempo colabore, uma vez que a apresentação é ao ar livre. “A gente sempre brinca que quando falta pouco para o espetáculo começa a chover, mas não ligamos, faz parte”, comenta.
Assim como em outros anos, o espetáculo tem transmissão ao vivo em um canal do grupo no YouTube e por emissoras de Arapongas e Apucarana. Como o espetáculo tem entrada franca, o grupo é mantido principalmente pelos colaboradores e por doações do empresariado local. “Nossos gastos mais pesados são com equipamentos de som e iluminação. Temos um custo de uns R$ 80 mil todos os anos, mas é meio difícil de calcular ao certo porque muita gente colabora e vai sendo tudo diluído”, destaca.
O espetáculo tem início as 19h30.
FILME
A experiência do grupo em contar a história de Cristo virou filme. Com direção de Semi Salomão, o longa lançado no final de 2017 vai ganhar a TV aberta e será apresentado na Sexta-feira Santa em vários canais católicos. O filme também ganhou carreira internacional. “Ele será levado para canais internacionais de TV e será exibido na África, Portugal, Israel, e até na China comunista”, comenta. (ADRIANA SAVICKI)