Rafael Silva Corrêa tem seis anos e uma paixão incontrolável por trens. Nos finais de semana, um programa que a família não deixa de fazer é uma visita à Estação Ferroviária de Apucarana. O amor pelas locomotivas é tanto que o ferromodelismo virou um hobby também para o pai, Adriano Corrêa.
Adriano conta que, quando o filho tinha apenas três anos, começou a despertar interesse por ferrovias. Ele então teve uma ideia e resolveu colecionar locomotivas em miniatura para agradar ao filho. Hoje, os dois juntos criaram a própria estação de trem no ferromodelismo.
“Nós temos 13 vagões, cinco locomotivas e os trilhos. Eu trabalhei em ferrovia e também gostava muito. Acho que passei essa paixão para ele. Todo sábado e todo domingo vamos lá na estação, todo mundo já conhece ele lá. As locomotivas, compro de uma empresa de São Paulo, que é a única no Brasil que faz as miniaturas. Nossa intenção é aumentar ainda mais nossa coleção e fazer uma grande ferrovia”, detalha.
O garoto, que tem memória excelente, recriou com caixas de papel as empresas que ficam próximas de linhas férreas que ele visita e assim construiu a sua estação particular, que conta até com uma réplica da pista de skate existente no Complexo Esportivo José Antônio Basso.
“Eu amo o trem, conheço os modelos de locomotivas e também sei a história da ferrovia. Quero ser maquinista quando eu crescer. Eu me divirto muito brincando com a minha estação e com o meu pai. Desde muito novo eu comecei a gostar de ferrovias e quando eu vou na estação com a minha família, fico muito feliz”, conta Rafael, que tem inclusive um uniforme de maquinista. A roupa foi um presente dos funcionários da Rumo, que acompanham Rafael nas visitas que ele faz regularmente à Estação.
A mãe dele, Adriana Cristina da Silva, relembrou que o filho quando ainda bebê, assistia um desenho infantil que tinha um personagem que era uma locomotiva. Com o passar do tempo, foi mostrando para o menino vídeos na internet, o que despertou ainda mais a curiosidade dele.
“Meu filho foi, há pouco tempo, diagnosticado com um grau leve de autismo, e a sua paixão por ferrovias foi aumentando cada vez mais. Em 2017, levamos ele para fazer um passeio de trem em Curitiba, foi incrível, ele ficou maravilhado, não se aguentava de tanta felicidade”, detalha.
A família garante que vai sempre incentivar o filho, que se ele quer ser um maquinista, então será um ótimo profissional, pois paixão pela área ele tem de sobra.