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Pandemia também ‘trava’ ensino superior

Da Redação

| Edição de 18 de julho de 2020 | Atualizado em 25 de janeiro de 2022

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No último ano do curso de Letras Espanhol, Gleice de Queiroz Rodrigues, 25 anos, acadêmica de Unespar, está tentado se adaptar e manter uma rotina de estudos para não ser prejudicada pela pandemia.“Estou a um semestre de finalizar, caso as atividades sigam de maneira remota.  É tudo muito novo, então, existem muitas incertezas e isso causa um grande desconforto em nós enquanto alunos, o que influencia diretamente no fator emocional e pode acabar prejudicando o processo de aprendizagem. ”, comenta. 
E as aulas online ainda estão longe de ter um fim. O diretor de graduação do campus de Apucarana da Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR), Edmilson Antonio Canesin, informou que ainda não existe uma previsão do retorno presencial na instituição.
“Há uma comissão da UTFPR trabalhando em estudos desse retorno. As aulas remotas iniciam em agosto para algumas disciplinas apenas. Fizemos uma resolução para ofertar algumas disciplinas de forma remota. Mas infelizmente não são todos os alunos que tem condição de acompanhar. Então estamos tentando estratégias para que os alunos não sejam prejudicados e, principalmente, para essas disciplinas que serão ofertadas tenham qualidade de ensino. O nosso calendário acadêmico permanece suspenso e não há previsão de retorno”, detalha.
Para o diretor, os prejuízos tanto para os alunos, como para toda a comunidade atendida pela universidade são incalculáveis. “Para alunos que tinham poucas atividades para concluírem como estágios e TCC estamos realizando colações de grau em gabinete com acessos restritos. Mas para alunos que tinham disciplinas a cumprir para concluírem, haverá um atraso na sua formatura com certeza. As atividades remotas irão resolver a situação de alguns alunos, mas a grande maioria terá um grande prejuízo com essa pandemia”, explica.
O diretor da Unespar, Universidade Estadual do Paraná, campus Apucarana, Daniel Fernando Matheus Gomes, também acredita que os prejuízos para a comunidade acadêmica serão grandes. “Os prejuízos são por enquanto incalculáveis, pois são muitas as variáveis envolvidas nessa questão da pandemia. A gente associa a ideia só do professor na sala, mas no ambiente universitário existe além dos alunos e professores, o transporte, alimentação, higiene, é um prejuízo muito grande para o aluno e instituição”, disse.
Uma comissão também foi formada para criar estratégias para uma possível volta às aulas. “Não existe por enquanto nenhuma perspectiva de retorno. A Unespar criou uma comissão com membros dos setes campus e estamos traçando estratégias para que após uma liberação da Secretaria de Estado da Saúde já termos definido como essa volta poderia acontecer. Estamos planejando o futuro, as hipóteses, mas não existem perspectivas,” comenta.
O diretor ressaltou que o calendário da Unespar não foi suspenso. “ Mantemos atividades online. Nosso calendário não foi suspenso, estamos com o calendário transcorrendo normalmente”, finaliza.