As livrarias e papelarias de Apucarana registraram aumento no movimento neste início de ano, com relação ao mesmo período do ano passado. A alta ficou em até 25% em alguns estabelecimentos, mostrando uma recuperação no setor. De acordo com proprietários das papelarias, o consumidor voltou a procurar produtos de maior qualidade, mas sem deixar o preço de lado.
Durante a semana, o movimento aumentou ainda mais com a proximidade do início do ano letivo em escolas da rede particular de ensino, que aconteceu ontem. A expectativa é que o movimento alto continue até o início das aulas na rede estadual, marcado para o dia 15 de fevereiro. Já na rede municipal, o retorno acontece no próximo dia 8, mas a Autarquia Municipal de Educação (AME) fornece boa parte dos materiais.
A proprietária de um estabelecimento em Apucarana, Aparecida Bresciani, destaca um aumento de 15% no volume de vendas em 2017. “Ano passado foi um ano fraco de vendas, todos estavam com as contas ‘apertadas’, foi difícil. Neste ano, parece que a situação mudou um pouco. As pessoas estão comprando mais”, destaca.
Segundo ela, a cautela tem sido a principal característica dos consumidores neste ano. “Houve uma leve mudança no perfil dos consumidores neste ano. As pessoas estavam bastante preocupadas no ano passado com os preços. A ordem era buscar os menores valores. Neste ano, a qualidade dos produtos voltou a ter importância. Claro que ninguém está deixando de procurar os itens mais baratos, mas os consumidores não estão abrindo mão da qualidade”, diz.
Também proprietária de uma livraria e papelaria em Apucarana, Rosângela Tormina afirma que o estabelecimento registrou uma alta ainda maior: de 25%. “Este mês de janeiro foi muito bom para nós, o aumento foi muito bom. Inclusive esse índice ficou acima do que nós esperávamos. Realmente nos surpreendeu”.
Rosângela também ressalta a mudança no perfil dos consumidores. “Aumentou a procura por mais qualidade. Ainda houve uma ‘segurada’ por parte dos consumidores, evitando os produtos mais caros. Mas o preço baixo deixou de ser o único fator observado por algumas pessoas”, diz.